Agressões podem afetar o cérebro da criança e do jovem

Somos seres bípedes, de postura ereta, dotados de raciocínio e polegar opositor, fatores que nos tornam superiores a qualquer outro animal na face da Terra, entretanto, apesar destes maravilhosos predicados que possuímos somos seres muito frágeis psicologicamente. Não somos o suficientemente fortes em termos de gerenciar o amor, carinho, emoções e os sentimentos, ou seja, as nuances do coração.

Sofremos uma evolução constante, estamos sempre mudando, transformando-nos interiormente. Apesar da contínua mudança psicológica a fase mais delicada de nosso tecido emocional está no período abrangido pela infância e a adolescência.

Nas fases supracitadas ocorre a estruturação e fundamentação de nossa personalidade. Nesse longo período vão se configurar o comportamento, as ações e reações.

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Agressões e seus Congêneres

As agressões podem ser de dois tipos: físicas ou verbais. Tanto o primeiro como o segundo tipo são altamente prejudiciais ao desenvolvimento mental da criança e do jovem. Mas não são apenas estes tipos de agressão que maculam a mente nestas fases da vida.

Somos suscetíveis à ação profunda e impactante dos fracassos, derrotas, frustrações, humilhações, negligência afetiva e desvios comportamentais presenciados. Estes fatos ou ações são congêneres às agressões no que tange a deformação do cerne psicológico de cada um de nós. Elas causam danos no mesmo nível das agressões e nem sempre é possível administrá-las a curto e longo prazo.

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O estresse pós-traumático decorrente destes fatos e ações ocorridos no referido período, segundo pesquisas, pode causar alterações cerebrais que afetam áreas intimamente ligadas ao humor, à motivação e aos impulsos. Os efeitos normalmente não se pronunciam ainda na referida fase, deixando para se tornar efetivos e presenciais na fase adulta. Sua eficácia se apresenta na forma de depressão, leve ou profunda, e também na dependência química.

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A pesquisa apresenta dados que mostram que cerca de 21,7% da população brasileira sofreu agressões na infância e em torno de 47, 5% foram usuários de maconha e 52% foram consumidores de cocaína.

Embora os índices da pesquisa aparentemente não sejam alarmantes no primeiro dado, que seria a agressão e muito significativos nos demais, que englobam a dependência química, alguns especialistas acreditam que as sequelas emocionais decorrentes dos percalços emocionais e agressões físicas de qualquer natureza sejam muito maiores do que o universo abrangido pela pesquisa.

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Agressões – A Lei da Palmada

Embora recentemente tenha sido aprovada a Lei contra a Palmada, esta antiga ação educadora ainda vigora no seio de muitas famílias. Ela se manifesta na forma de brutal do espancamento, violentas surras e agressões verbais aos filhos, que acabam por resvalar na mulher submissa, outra vítima.

Tanto sofrer como presenciar a violência é altamente pernicioso para o cérebro em formação tanto na criança como no adolescente. Seus efeitos psicologicamente são devastadores.

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As agressões no âmbito familiar, hoje definida como violência doméstica, é uma das causas da depressão em grande percentual da sociedade. Ela se apresenta inicialmente como uma tristeza provocada pela ansiedade e depois, ao longo do tempo, transfigurar-se no espectro do abismo psicológico, que leva o ser adulto à agonia.

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Pais, professores, familiares e a sociedade devem se preocupar com a educação e formação da criança e do adolescente no que tange sua estrutura psicológica e emocional. A criança em potencial será o adulto do futuro.

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Devemos evitar a violência, em qualquer nível ou modalidade. O diálogo, a conversa franca, a compreensão, a busca da harmonia são estratégias que devem ser exaustivamente empregadas, visando não desenvolver a depressão e a fuga para o mundo das drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas.

Pense bem, tente se controlar antes de se estressar com seu filho, partindo para agressões físicas ou verbais. O ódio plantado ali será colhido, maximizado, num futuro próximo ou distante, no consumo de drogas ou na forma de depressão profunda, em dor constante e presente na vida do filho que se tornará um adulto.

ROBERT THOMAZ

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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