Aposentadoria: Saiba a necessidade de iniciar um novo estilo de vida

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Quando crianças nossos pequenos olhos passam a perceber a constante ausência de nosso pai ou mãe, fato que nos causa uma sensação de perda. Com o avançar de nossa compreensão e entendimento, entendemos que aquela ausência para nós desconfortável é chamada de trabalho. E essa simples palavra que abrange uma gama enorme de naturezas nos acompanhará praticamente por toda a vida.

Na adolescência o nosso “trabalho” se constitui em estudar, em adquirirmos conhecimentos que nos serão fundamentais ao desenvolvimento de nossas capacidades cognitivas e intelectuais. Sem muito tardar compreendemos que a escolaridade que nos é impingida é o claro fundamento para adquirirmos a capacidade de exercer uma profissão e estarmos devidamente habilitados ao seu pleno exercício.

Exercer a profissão escolhida ou qualquer outra atividade remuneratória se constitui naquilo que chamamos de trabalho. Ele nos trará o necessário sustento, aquele que nossos pais nos proporcionaram desde que nascemos e ao longo do período que vivemos sob sua tutela.

Trabalhamos um longo período de nossa existência, porém com a chegada da velhice nossa capacidade de trabalho se reduz, especificamente a física, e por necessidade ou imposição nos vemos obrigados a nos aposentar, deixar aquela atividade colaborativa e ir para casa, para descansar ou exercer alguma outra atividade que não seja aquela que desempenhamos tantos anos.

É sobre essa mudança brusca na vida de todos que se encontra o foco deste conteúdo: a aposentadoria.

 

 

 

 

 

 

 

Para muitas pessoas a aposentadoria é vista como o alcance do paraíso. Elas julgam que vão simplesmente gozar do descanso merecido por tantos anos de labuta e serão felizes. Em tese seria esse o pensamento correto, contudo isso em realidade não ocorre. A chegada da aposentadoria para muitas pessoas é o cair no abismo. Elas após deixarem sua atividade colaborativa regular e terem consciência que deixaram de ser responsáveis por ações e medidas fundamentais ao funcionamento e sucesso do conjunto produtivo de um empresa, bem como a perda do convívio de pessoas que as consideravam como peça relevante no conjunto citado, sofrem o conhecido “choque de realidade”.

O choque de realidade é reconhecer por si só que não houve a devida preparação para a passagem da atividade colaborativa regular para o evento da aposentadoria. Não nos preparamos para nos aposentar, para ficarmos em casa sem fazer nada ou fazer algo que simplesmente ocupe nosso tempo ocioso. Algo que, em verdade, não traz frutos tão relevantes como aqueles que “plantávamos” e geravam nosso sustento no fim do mês na conta-corrente.

A aposentadoria, como outros eventos na vida do ser humano, é algo desconhecido pela maioria das pessoas no sentido que muito se deseja – em função do longo período da vida em que se trabalhou intensamente – e pouco se sabe realmente a respeito de sua natureza.

Embora a comparação a seguir seja um tanto inusitada e desagradável, mas ela é pertinente: se olharmos por um ponto de vista existe uma semelhança entre a aposentadoria e a morte. Assim podemos declarar porque, infelizmente, pouco realmente sabemos a respeito delas até vivenciá-las em realidade.

 

 

 

 

 

 

 

Quais as vantagens de se aposentar se atualmente (e sempre) para o brasileiro o dinheiro foi objeto escasso, as dívidas sempre surgem e algumas se estendem por muito tempo?

Por que se aposentar se a felicidade que se acredita que se vai gozar na aposentadoria, muitas vezes, ela não ocorre como se imaginava?

Psicologicamente aposentar-se para muitos é ótimo, até realmente o indivíduo vivenciar o contexto de estar aposentado. Aí ele diante do espelho do banheiro identifica em si um “objeto” humano que foi descartado da linha de produção porque está velho, não funciona mais com a energia que apresentavam há vinte ou trinta anos.

Nesse momento crucial, muitos indivíduos ingressam em grave e profunda depressão, não aguentando sentir-se “obsoletos”, “ultrapassados”, “velhos demais”. Outros adoecem por sentirem-se inúteis e adoecem, adoecendo também sua família.

Isso ocorre porque essas expressões, bem como seus respectivos pensamentos, se constituem em ideias errôneas que a maioria das pessoas tem a respeito de uma pessoa que se aposentou recentemente ou daquela que está aposentada.

A aposentadoria abre a oportunidade à tão desejada liberdade ação. Pense em ter liberdade de ação para acordar a hora que se quer, trabalhar o quanto se desejar e produzir algo que traga benefícios emocionais e financeiros para você e para outras pessoas?

Ela tem benefícios enormes quando vista como uma oportunidade ímpar de se fazer algo novo, algo que poderá lhe trazer novas experiências e satisfações na área do relacionamento intrapessoal e interpessoal. Não se deve pensar em apenas e somente descansar e gozar a vida.

Tenha em mente que com a aposentadoria sua vida não acaba, em verdade, ela adquire fôlego, vivacidade, amplitude, espaço e liberdade para fazer e criar em outros campos diferentes daquele em que você estava inserido.

A aposentadoria chega a nossas vidas para descansarmos sim, é claro que sim, contudo podemos descansar e fazer algo produtivo para nós e para outras pessoas que estão iniciando suas vidas ou que tem necessidades, problemas a resolver e dificuldades no transcorrer de suas relações e carreiras. Imagine-se como mentor dessas pessoas, de pessoas mais novas, inexperientes na profissão que você exerceu durante anos?

Imagine auxiliá-las no início de suas vidas a superar suas dores provenientes de problemas e alcançar, cada vez mais, momentos de felicidades?

 

 

 

 

 

 

 

Benefícios que este assunto pode proporcionar ao leitor

Fica mais que evidente que devemos nos preparar e preparar aqueles que nos sucedem, sejam filhos, amigos ou colegas de trabalho em relação ao rito de passagem da aposentadoria. A preparação mais psicológica do que estrutural é fundamental para um período de descanso, lazer e realização pessoal merecido, afastado dentro do possível de problemas decorrentes e característicos da nova fase de sua vida.

Quando se aproximar sua aposentadoria tenha em mente adotar um novo estilo de vida. Algo que lhe seja agradável, satisfatório, edificante, tanto para você como para as pessoas que o cercam. Faça algo que esteja dentro de seu alcance físico e mental, que não lhe traga frustrações e problemas. Procure mesclar atividades físicas com leitura, estudo, entretenimento e reflexão. Essas ações enriquecerão sua vida na aposentadoria.

Algumas das vantagens da aposentaria este conteúdo já apresentou a você. Essas vantagens significativas vão dar um novo rumo a seus objetivos nessa nova fase. Com elas possivelmente o perigo da depressão após a aposentadoria será banido de sua vida, e a saúde e a felicidade baterão à sua porta, pedindo para se “aposentar” em seu coração.

Pense em trabalhar naquilo que você gosta de fazer, ganhando dinheiro ou não, e ajudando pessoas que necessitam? Aí você pode dizer: “Ah, mas eu não quero mais trabalhar, quero gozar a vida que me resta…”. Ora é totalmente aceitável este pensamento e desejo, porém se agir assim estará abrindo mão de ter a felicidade constantemente presente em sua vida. Estará sendo alvo fácil para a depressão – principal morbidade que ataca os aposentados e pessoas sem foco em suas vidas – e tantas outras doenças. As garras aterradoras da depressão estão sempre no encalço de pessoas sem objetivos definidos. Ela é natureza mórbida sedenta por encarcerar pessoas em seu poço escuro e profundo – sem escadas ou elevadores para elas fugirem.

Se pensar e agir desta maneira, em ficar apenas descansando numa cama ou rede de dormir, além de não ser algo útil e produtivo para você mesmo (a) e para outras pessoas que necessitam de sua capacidade e conhecimentos adquiridos ao longo dos tempos de trabalho em seu primeiro ofício, certamente você será visto (a) como um “morto-vivo”. Sim essa é mais uma das execrações que o aposentado sofre e como ele é visto por boa parcela das pessoas segundo alguns psicólogos e terapeutas.

Pense que a aposentadoria é uma grande oportunidade de trabalhar seu autodomínio (área relevante do relacionamento intrapessoal), sua autoestima (amor e cuidados consigo mesmo) o autoconhecimento (conhecer a si mesmo, do que é capaz, de suas possibilidades e limitações) e exercitar o amor ao próximo.

Veja que grande oportunidade de crescer interiormente que você tem quando se aposentar e poder ajudar outras pessoas a crescer!

 

 

 

 

 

 

 

Robert Thomaz

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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