Autodomínio: Dizendo sim para os outros e não para você

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Autodomínio. Medo. Ansiedade. Atração sexual. Coragem. Insegurança.

Estes são alguns dos estados emocionais, sentimentos e emoções e existem tantos outros que se não controlados conscientemente podem abalar expressivamente o equilíbrio emocional de um indivíduo.

Em sua vida certamente você já foi exposta (o) a algum perigo, sentiu temor em relação a um fato iminente ou perigo, como ser ameaçada (o) por um assaltante ou atacada (o) por um cão feroz. Caso você não tenha controlado seu medo, ansiedade ou temor, você não conseguiu manter o autodomínio.

Falar sobre autodomínio em relação ao medo ou insegurança é citar seu controle emocional num plano um pouco particular. Contudo, vou abordar o autodomínio no plano mais comum, que é aquele do dia-a-dia no qual somos confrontados com o desejo, posturas e imposições dos outros e entramos em conflito com nós mesmos, renunciando a nossa autenticidade em prol de amizades e da amorfa harmonia.

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Definição de Autodomínio

O que realmente significa ter autodomínio? Uma pessoa tem autodomínio quando é capaz de controlar com relativa serenidade seus sentimentos e emoções não se tornando um indivíduo frágil, não sendo facilmente capaz de ser manipulado por amigos, colegas de trabalho e desconhecidos, e nem ficando dependente de fatores externos.

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Dizendo Sim para os outros e Não para Você

Quando não se tem como controlar seus sentimentos e emoções ficamos à mercê da vontade e desejo daqueles que nos são próximos ou mesmo de desconhecidos. É necessário que o indivíduo trabalhe esse plano mental que abrange o autodomínio para não se tornar um títere (marionete) nas mãos dos outros.

Dizer sim para os outros pode ser uma forma de ser aceita (o) num grupo que se deseja fazer parte, afinal todos, sem exceção, fazemos parte de “uma tribo”. Esta pode ser desde sua família, passando por seu grupo de amigos até chegar aos colegas de trabalho, universidade ou praticante de um esporte ou religião específica.

Ser parte ou compor uma “tribo” é uma necessidade bio-psicológica que não temos como renunciar. Necessitamos de alguém para que essa (s) pessoa (s) seja (m) testemunha(s) do que somos, fazemos e construímos, seja fisicamente ou no plano mental e psicológico.

Dizer sim para os outros muitas vezes é ação contrária a nossa natureza e personalidade. Dizemos sim com medo da rejeição, do abandono, da crítica mordaz. Deixamos de ser nós mesmos e acabamos por sofrer interiormente, buscando e criando um perfil/personalidade que não é real, que não representa nós mesmos.

Todos são adotados de autodomínio, porém ele é uma qualidade que necessita ser constantemente desenvolvida e aprimorada ao longo da vida. Ter autodomínio é saber controlar seus sentimentos e emoções no sentido de saber se impor ao desejo e vontade alheios – dizendo não com segurança e simplicidade – sem deixar que as consequências de sua ação possam lhe abalar emocionalmente.

Dizer sim é fácil, o indivíduo torna-se refém daqueles e do grupo a que se pertence ou deseja pertencer. Mas dizer não é clara demonstração de autodomínio, de controle da emoção e dos sentimentos, da vontade própria, de sentir-se segura (o) sem temer a reação do grupo ou daquele que o pressionou por uma resposta positiva.

Para desenvolver o autodomínio deve-se buscar a introspecção diária ou semanal. Meditar, compreender sua posição no grupo e no mundo como extensão de seu universo interior.

O indivíduo deve perceber que cada um é um universo único e que se pode viver de maneira serena e equilibrada com as outras pessoas, sem ferir seus sentimentos e emoções, como eles devem respeitar suas posturas e pensamentos. Ao demonstrar autodomínio aqueles que são testemunhas de suas ações e posturas passarão a respeitá-la (o) e admirá-la (o).

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Benefícios que este Conteúdo pode Proporcionar ao Leitor

Desperte seu autodomínio e trabalhe-o diariamente, ou sempre que possível, como se ele fosse uma planta que você deseja que cresça e se torne uma bela e grande árvore.

Essa árvore (o autodomínio) deve ter raízes fortes, mas o tronco flexível. Por quê? Raízes fortes para não ser arrancada do solo pela tempestade (a cada crise existencial ou conflito de ideias com as quais se deparar) e tronco flexível para que se dobre ao forte vento (flexibilidade de postura, pensamentos e ideias) e não seja arrancada ou despedaçada.

Trabalhe o autodomínio para alcançar como efeito a autenticidade, o seu modo particular de ser, agir, pensar e portar-se. Ser autêntico é uma forma segura de impor-se ao mundo que o rodeia.

Procure um recanto (lugar tranquilo e sereno) no qual você possa meditar, ficar consigo mesma (o) e trabalhar seus conflitos, medos, inseguranças. Isso é possível? Sim, é possível fazer isso sozinha (o), contudo caso você não consiga, procure ajuda de um amigo sincero e verdadeiro ou em última instância um terapeuta que também lhe ajudará a trabalhar seu autodomínio e fazer com que seja aceita (o) em suas posturas e decisões, bem como ser uma pessoa mais feliz e alegre.

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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