09 Erros que você vem cometendo em relação ao bullying

Observe a seguinte história:

Antônio Carlos estava com dívidas além de seu salário. Joana, sua mulher, era uma perdulária, comprava tudo o que via pela frente, deixando marido que observa em silêncio enlouquecido. “Tantas dívidas e ela gastando… nem pensa como eu fico desesperado com as contas…”, pensava ele caminhando ao seu lado no shopping. Antônio Carlos era um bom funcionário na empresa e necessitava urgentemente de um aumento salarial para poder sanar suas dívidas e ter um pouco de tranquilidade em casa. Durante um intervalo de trabalho, enquanto tomava um cafezinho na copa do andar onde trabalhava, ele foi abordado por seu “melhor amigo”, Gerson. Este não ficou de conversa fiada e foi direto ao assunto: disse que queria a vaga de auxiliar de chefe da seção e para isso precisava que Antônio Carlos aderisse à Operação “Lata do Lixo”. Significava criar erros administrativos para Alexandre, auxiliar do chefe da seção, ser demitido. “Mas, mas eu não posso fazer isso… sou um funcionário correto… e isso vai prejudicar o Alexandre e também a mim se descobrirem…”, disse Antônio Carlos. “O resto do pessoal aderiu colocar aquele puxa-saco na pior… todos vão se dar bem se eu assumir, entende?… agora se você ficar de fora, vai entrar no buraco com ele… e aí, você tá dentro ou fora?”. Antônio Carlos passou a suar frio, aquilo era totalmente contra seus princípios. No fim do expediente ele foi para casa muito mais cansado e preocupado do que antes: sem solução imediata para pagar as dívidas e a possibilidade de causar a demissão de uma pessoa em tempos de crise econômica.

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Pode parecer que não, mas a figura fictícia de Antônio Carlos foi duplamente vítima de bullying. Aceitava participar do bullying de demissão de um colega de trabalho ou seria colocado como vítima da “agressão negra” como seu colega Alexandre.

Sim, o bullying é uma agressão obscura na qual, muitas vezes não ocorre o ato violento em si, mas sim a ação de destruição emocional, que podemos considerar como a mais cruel.

O agressor usa a ação psicológica sobre o indivíduo fazendo-o sofrer emocionalmente, cria um sofrimento de tal grandeza que consegue penetrar em seu oásis mental e retira-lhe totalmente o sossego, a alegria, a felicidade e, às vezes, por último, a beleza de viver.

Relembrando o que é o Bullying

O bullying seria a prática de ações e atos violentos, intencionais ou não, na forma de agressões verbais ou físicas executadas de maneira repetitiva. O agressor por motivos infantis, inveja, sentimento de superioridade, prazer em ver o sofrimento alheio, impõe uma guerra descaracterizada a um indivíduo fraco fisicamente, emocionalmente frágil, e inferior psicologicamente a ele.

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A Evolução do Bullying

Analisando como ocorre o desenvolvimento do bullying encontramos, em princípio, dois ramos. No primeiro verificamos o agressor que judia de sua vítima, transformando sua vida num inferno, levando-a na fase adulta a tornar-se uma pessoa complexada, introvertida, insegura, com dificuldade de lidar com os fatos adversos mais simples da vida.

No outro ramo, a fase final do trauma resulta num adulto inconformado, possivelmente violento, com desejoso de vingança interiorizado pela longa humilhação que sofreu, com relativa possibilidade de tornar-se um homicida em potencial.

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Se pesquisarmos a vida pregressa de muitos assassinos, encontraremos episódios severos de bullying em sua infância e juventude, nas suas mais diversas facetas. Como é o caso de Wellington Meneses de Oliveira, o jovem de 23 anos de idade que perpetrou o massacre na escola pública no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, matando barbaramente doze crianças.

Segundo levantamentos, Wellington foi vítima de bullying quando estudava na mesma escola em que escolheu para realizar sua vingança. Ele era chacoteado por colegas e desprezado pelas meninas, que se insinuavam para ele e depois o repudiavam.

O isolamento e a repulsa foram edificando uma vingança sem precedentes no íntimo de Wellington. Ele carregou a humilhação por anos dentro da mente. Cresceu sufocado pelas máculas do bullying. Tornou-se uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer momento. Quem sabe pesadelos reminiscentes tenham se tornado uma constante em sua vida desprezível, pesadelos que rememoravam suas dores e desgostos.

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Então, num dia de abril de 2011, sua mente desequilibrada determinou sua redenção. E para que ela ocorresse, ele deveria ceifar a vida de pessoas que não foram personagens do bullying que ele sofreu, mas que por um acaso do destino estavam presentes no local onde ele amargou suas maiores humilhações e frustrações. O desastre foi inevitável e doze crianças morreram.

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Devido a casos como este a atenção em relação ao bullying deve ser constante para pais, professores e alunos que devem ser esclarecidos sobre a natureza do bullying e suas diversas formas de ação.

As crianças são as maiores vítimas desse mal desconsiderado pela sociedade contemporânea e que a cada dia forja os monstros do amanhã. Estes crescem humilhando, constrangendo, angustiando outros seres, formando outros monstros que os sucederão. E ainda, poderão ter suas dores mentais potencializadas de tal maneira que se tronarão assassinos à espreita, a cometer homicídios que nos atemorizam, que nos angustiam.

Não permita e não seja conivente com o bullying em qualquer fase de sua a vida.

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09 Erros que Você vem Cometendo em Relação ao Bullying

Achar que o bullying ocorre exclusivamente na fase escolar e com crianças é um erro crasso. Todos somos vítimas de bullying, ação que não se caracteriza como um simples ato de agressão física, verbal ou de comportamento, mas num mal de grande e inestimável poder.

O bullying se tornou numa doença degenerativa da sociedade. Esse ato de acossamento além de humilhar o semelhante causa-lhe desgosto, angústia, desgosto, sentimento de inferioridade e grave constrangimento.

Aqueles que foram vítimas de bullying nunca mais esquecem os episódios de profunda humilhação e dor emocional, da sensação desconfortável de rebaixamento moral.

E para que esse mal não continue a se perpetuar observe os 09 erros que você pode estar cometendo em relação ao bullying e não ter conhecimento de sua falha:

1 – Se você ou familiar apresenta distúrbios do sono como insônia, sono profundo e prolongado, pesadelos, pode estar sofrendo efeito de algum tipo de bullying que não percebeu, e não percebeu por já estar sofrendo isoladamente a agressão;

2 – Se você ou familiar estiver apresentando problemas de estômago como má digestão, arrotos, acidez, flatulência (gases) pode ser mais um efeito de bullying que vocês esteja sofrendo e não sabe a razão para este desconforto;

3 – Se você ou familiar estiver apresentando transtornos alimentares como fome, vômitos, azia, dores na traqueia, diarreia, pode estar sofrendo de mais um efeito do bullying;

4 – Se você ou familiar apresentar atitudes ou comportamento marcado pela irritabilidade gratuita pode estar sofrendo efeito de algum tipo de bullying que ainda não percebeu, e talvez não perceba. Cabe uma atenção ao que está acontecendo;

5 – Se você ou familiar apresenta indícios de depressão como tristeza prolongada, desejo de solidão, choro, olhar úmido, expressão de alheamento, pode estar sofrendo efeito de algum tipo de bullying que não percebeu;

6 – Dor de cabeça é um mal comum de ocorrer hoje em dia, entretanto, se você ou familiar apresenta dores de cabeças constantes além do normal pode ser um dos reflexos nocivos do bullying;

7 – A falta de apetite ocasional não é efeito do bullying, mas se este fato passa a ocorrer com frequência deve-se observar o contexto em que ocorre, pois pode ser um efeito a considerar;

8 – Se você ou familiar apresentar transtornos de ansiedade como dificuldade respirar, aperto no peito, náusea, entre outros sintomas de mal-estar, pode estar sofrendo efeito de algum tipo de bullying que não percebeu, e não percebeu por já estar sofrendo isoladamente a agressão;

9 – Se você ou familiar apresentar pensamento destrutivos como desejo de morrer, de suicidar-se, entre outros, deve-se ter extrema atenção ao que lhe está ocorrendo. A dor e sofrimento chegaram ao nível máximo e a vítima do bullying não tem mais a quem recorrer e esse tipo de comportamento começa a criar vulto dentro dela mesma, podendo redundar em tragédia.

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Cabe ressaltar que não é apenas um destes aspectos listados que irão indicar a existência de bullying. Deve-se considerar grande parte deles e procurar-se orientação de um psicólogo para uma avaliação mais precisa e adequada da situação.

Robert  Thomaz

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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