Saiba a importância do dilema e da escolha em sua vida

escolha

Know the importance of the dilemma and choice in your life

Diariamente, desde o momento que adquirimos relativa autonomia e liberdade de movimentos e consciência lógica dos benefícios e perigos da vida, deparamo-nos com natureza abstrata que nos obriga a tomar uma decisão.

Por exemplo, ao levantar para trabalhar, vamos ao guarda-roupa escolher qual a roupa ou look iremos usar nesse dia. Naquele momento vem a nossa mente, com celeridade, quais eventos e atos que possivelmente participaremos no transcurso da jornada. Reunião de trabalho, almoço de negócios, com colegas de trabalho ou com o namorado (a), e por fim o happy hour já combinado no dia anterior. Nesse mesmo momento surge um impasse, uma dúvida inquietante, que seria qual roupa ou look mais adequado a todas essas atividades. Essa dúvida ou impasse é chamada de dilema.

Dentro do contexto do dilema encontramos sempre duas ou mais escolhas (opções) pelas quais temos que optar (decidir). Esse foi um simples exemplo, contudo, ele representa e exemplifica uma quantidade quase ilimitada de dilemas e escolhas que nos deparamos e fazemos desde o despertar até o fim da vigília.

 

 

 

 

 

 

 

Quase todo dia somos obrigados a tomar decisões, a escolher esta ação em desprezo à outra. Isso quando não nos deparamos com um problema ou fato de relevante importância que nos impõe uma decisão. Este contexto desvela o cenário do dilema e da escolha.

O dilema, como já explicitado, no curso de nossas vidas, dependendo das circunstâncias e fatores convergentes, impõe-nos uma escolha bem fundamentada, particularmente em situações delicadas. Esse impasse, esse momento de dúvida mental, é marcado por ansiedade, medo, insegurança, temor, em vista que tememos errar e vivenciar consequências desagradáveis e opressoras em função da escolha realizada.

Na vida existem eventos relevantes e comuns a praticamente a todos os indivíduos. Estes eventos são chamados comumente de ritos de passagem. O rito de passagem é um momento marcante na vida de um ser humano. Ele faz parte e se apresenta no desenvolver da vida de todos os indivíduos.

Existem alguns que, basicamente, são comuns à vida de todas as pessoas e é fácil identifica-los, os quais são: nascimento, puberdade, menstruação (nas mulheres), ejaculação (nos homens), relação sexual, aniversário, profissão (escolha), namoro, menopausa, andropausa, envelhecimento e morte.

Certamente você deve estar se perguntando por que não foram incluídos na lista o casamento e a separação matrimonial. Estes eventos sem dúvida promovem o dilema e a escolha, entretanto, não podem ser considerados como ritos de passagem por não impostos pela própria vida. São dilemas que uma vez escolhida a opção de não casar, o indivíduo não vivenciará o matrimônio e nem talvez a separação caso venha a ocorrer.

Os demais ritos de passagem que dependem do estilo de vida, família, religiosidade, grau social e outros fatores em relação a cada indivíduo variam muito e ocorrem de maneira mais esporádica na vida de cada um. Como o dilema e a escolha, eles determinam uma mudança no curso da vida de cada pessoa.

 

 

 

 

 

 

 

Alguns estudiosos gostam de definir o dilema como: “Evento de natureza simples ou complexa que ocorre diariamente na vida de todos os indivíduos. Em termos práticos seria quando o indivíduo se depara com um fato ou problema que o impõe uma escolha, uma tomada de decisão. Isso ocorre desde o fato mais simples, corriqueiro, até problemas de grande complexidade”.

Em síntese, o dilema se constitui no momento crucial em que nos envolvemos na necessidade de uma escolha, diante de opções diferentes e notadamente opostas. Ele é um evento que quando surge causa no indivíduo os estados de ansiedade, desconforto e apreensão.

Por quê isso ocorre? Ocorre porque estamos diante de uma mudança em nossa vida, uma mudança que implica em perdas por um lado e ganhos por outro. Por que não sabemos se a escolha, após ter sido realizada, levar-nos-á ao melhor caminho e efeitos. Essa situação de dúvida, de incerteza, gera em diferentes graus ansiedade, insegurança e temor.

A escolha realizada na arena do dilema colocará o indivíduo num rumo, num caminho. Seguindo esse caminho automaticamente estaremos abandonando o (s) outro (s) e, dependendo da situação, não há como retornar ao ponto do dilema e realizar uma nova escolha. O caminho escolhido pode não ser o melhor, fazendo-nos sofrer, fato que nos causará decepção e desgosto.

É possível mudar sua escolha? Sim, claro que sim, sem dúvida. Entretanto, embora haja casos em que se pode voltar atrás, mudar o rumo anteriormente escolhido, fazer uma nova escolha, o indivíduo deve ter consciência que o novo caminho a percorrer não será idêntico ao que percorreria naquela oportunidade em que se deparou com o dilema estabelecido. Isso ocorre devido ao passar do tempo, da mudança de fatores e circunstâncias, das mudanças que se estabelecem na vida dos demais personagens que estavam presentes no momento do dilema.

 

 

 

 

 

 

 

O dilema normalmente faz o indivíduo afundar em solitários conflitos internos que o levam à beira do precipício mental. Ele busca mentalmente por respostas as suas dúvidas e incertezas e muitas vezes não as encontra. Quer-se optar pela escolha que leve à luz e ao sucesso e não à escuridão e à desgraça.

O dilema faz o indivíduo vivenciar aflitivas incertezas e leva-o a sofrer em função de qual opção deverá escolher. Fica-se apreensivo e temeroso, pois não lhe é permitido conhecer verdadeiramente a beleza ou horror de cada uma de suas consequências.

Em alguns dilemas se opta pela ação dos instintos, numa tentativa de acerto despojada de consciência e responsabilidade em relação à decisão adotada. Nem sempre esta opção imponderada redunda em vitória e realização, em vista que o instinto, como produto de um somatório de condicionantes físicas e psíquicas não é, em sua natureza, uma equação aritmética que possibilita e garante um resultado preciso e plenamente satisfatório.

O dilema é uma tormenta psíquica que se estabelece diante de uma escolha. Introspectivo, o indivíduo reflete pressionado pela ansiedade e a insegurança sobre todas as nuances da escolha que terá que realizar e seus impactantes e desconhecidos efeitos.

 

 

 

 

 

 

 

A escolha é uma necessária inflexão na linha de nossas vidas. A partir dela poderemos mudar toda a nossa história de vida para um caminho diametralmente oposto àquele que palmilhávamos anteriormente. Um caminho pelo qual nem sempre poderemos retornar, em vista que, infelizmente, a vida é única, um caminho cujos retornos não levaram ao lugar dos dilemas encontrados. A vida é um caminho que percorremos somente num sentido.

No âmbito da escolha elegeremos o caminho que nos é mais adequado, que atende aparentemente nossos anseios e expectativas. A escolha definida nos levará para o outro lado, para o plano que nos é desconhecido, para aquela dimensão não perfeitamente definida e de aparência diáfana que divisamos em nosso dilema. A escolha definida manifestará nossa preferência e decisão, impondo-nos submissão incondicional a um futuro imprevisível e inesperado.

Poderemos emergir num mundo de sonhos e felicidade suprema. Poderemos cair numa aridez desértica, repleta de pesadelos e eventos funestos.

Como alguns sábios e filósofos declaram: “Todo e qualquer caminho, depende de uma escolha…”. A definição de uma escolha determinará o sentido e a configuração do próximo capítulo de nossas vidas.

Percebemos essa premissa em exemplos reais. A maioria de nós deparou-se em algum momento de sua vida com a escolha da profissão. Pensou em ser engenheiro, médico, administrador, empresário, artista ou militar. Mas o que leva uma pessoa a escolher a profissão que exercerá?

A definição do ofício que exercerá é uma das escolhas mais relevantes na existência de um indivíduo. É a escolha da atividade que norteará sua vida, suas satisfações, que lhe trará alegrias e realizações, sucesso e prestígio, talvez até grande fortuna. Certamente na oportunidade surgirão critérios, fatores e inseguranças em função das circunstâncias, e quais seriam eles, que o levarão a escolha? Aqui não podemos determinar.

Estes elementos, tão complexos e inusitados em si, são partícipes desconhecidos na vida do indivíduo até que ele se depare com seu dilema profissional. Serão as circunstâncias contextuais que certamente o levarão a definição de sua escolha.

 

 

 

 

 

 

 

Benefícios que este assunto pode proporcionar ao leitor

O homem é efeito de suas escolhas. Em qualquer momento e em qualquer tempo. Viver e continuar a definir os caminhos pelos quais percorrerá ao longo da vida dependerá, única e exclusivamente, não dos dilemas com que se deparará, mas com as imutáveis escolhas pelas quais decidir.

A escolha sempre será uma forma de provação de sua capacidade cognitiva, de sua sabedoria, sensibilidade pessoal, sensatez e discernimento. A escolha definiu o destino da humanidade, quando Adão optou em ceder o anseio de Eva de desobedecerem a Deus e comerem do fruto proibido.

Em cada escolha de sua vida, por mais simples que ela seja, não a menospreze, trate-a com a devida relevância, lembrando que ela faz parte de todo o contexto de sua vida e a pequena importância que ela aparenta ter pode no futuro se revelar como algo grandioso e fundamental para sua felicidade e sucesso.

No momento de escolher, analise com serenidade, procure o maior número de dados e informações a respeito da escolha que irá fazer. Isso lhe trará posteriormente a consciência positiva que envidou todos os esforços no sentido de fazer a melhor escolha.

Robert Thomaz

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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