Escrever é uma terapia e saiba a importância em sua vida

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Writing Is A Therapy And Know The Importance In Your Life

Atualmente com o instituto da internet o mundo ficou pequeno. A dificuldade de comunicação e o alto custo das comunicações a longa distância se extinguiram com a criação e o estabelecimento da rede mundial de computadores. Podemos facilmente conversar com um amigo que esteja na Austrália, em Londres ou em Dubai, como se ele estivesse do outro lado da cidade onde moramos.

O contato se estreitou entre pessoas físicas e empresas e também se tornou muito mais fácil o acesso a conteúdos produzidos em todas as partes do mundo. Podemos ler um texto literário ou artigo jornalístico postado do outro lado do planeta sem que conheçamos pessoalmente o seu autor.

Escrever um texto e postá-lo numa rede social, blog ou site tornou-se ação corriqueira e regular na web. Na rede diariamente tornam-se disponíveis conteúdos dos mais variados, desde uma receita de bolo passando por uma simples postagem sobre seu dia, como está seu estado emotivo ou humor, até longos textos sobre assuntos de natureza relevante, tudo produzido por centenas de milhares de pessoas que escrevem. Elas escrevem por prazer, por um ato de satisfação pessoal, para partilhar experiências e conhecimentos. Partilham suas experiências, ideias e pensamentos com outras pessoas e desejam saber o que elas pensam a respeito do mesmo assunto.

Escrever, escrevinhar, rascunhar. Escrever poderia ser apenas gravar pensamentos e ideias através de caracteres numa folha de papel, bloco de notas ou caderno, mas é muito mais do que este simples e mecânico ato executado com as mãos.

O ser humano sempre teve necessidade de se comunicar com seus semelhantes e pares além da comunicação verbal. Essa necessidade se fez presente desde a Pré-História e continua até hoje, bem além da comunicação nas redes sociais. Atualmente as pessoas escrevem pela necessidade da comunicação não verbal, a chamada comunicação indireta, consigo ou com pessoas amigas ou mesmo desconhecidos.

A escrita nos possibilita a troca de conhecimentos, informações e ideias que nos auxiliam no trabalho, na criação de algum projeto, no registro de dados relevantes que posteriormente possam ser empregados em atividades e ações desejadas.

Mas qual o fundamento em afirmar que a ação de escrever é uma terapia? Será verdade?

 

 

 

 

 

 

 

Desde a Pré-História o homem buscou a comunicação através de desenhos – a primeira escrita existente – realizando pinturas nas paredes das cavernas, uma representação conhecida como pintura rupestre.

Contudo, foi na antiga Mesopotâmia, por volta de 4000 A.C. que os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme, que consistia em cunhar fatos de natureza administrativa, econômicos, cotidianos e políticos em placas de barro. Quase na mesma época que os sumérios desenvolveram esse gênero de escrita, os egípcios antigos também desenvolveram a escrita conhecida como demótica (mais simplificada) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos).

Podemos avaliar a grandeza da escrita dos egípcios pelos textos que praticamente cobriam as paredes das pirâmides versando sobre a vida dos faraós, rezas e mensagens para espantar ladrões e saqueadores. Posteriormente, surgiu uma espécie de papel chamada de papiro, produzida de uma planta com o mesmo nome, que era utilizado para escrever.

Na atualidade embora ainda se utilize o lápis, a borracha ou caneta e o papel tradicional, feito de celulose, para escrever, no qual gravamos as letras e os números ou fazemos desenhos, empregamos também o teclado e o monitor. Estas partes, até bem pouco tempo eram chamadas de periféricos do computador, máquina que revolucionou o mundo, mas agora elas foram unidas num novo tipo de computador que passamos a conhecer pelo nome de notebook ou laptop.

 

 

 

 

 

 

 

Escrever sobre si mesmo, escrever sobre um assunto que lhe interessa na forma de narrativa ficcional ou não, criar poemas ou poesias, tudo em si é escrever. Esse ato no qual empregamos nossa mente e nossos braços e mãos se tornou uma forma de externar dores, aflições, angústias e insatisfações. Escreve-se nas redes sociais para se aliviar tensões, medos, amarguras, crises depressivas, e afastar-se da solidão em que se vive. Partilhar esses estados na forma da escrita – pequenos textos, poemas, poesias – com pessoas conhecidas ou desconhecidas com as quais se firmou amizade através da rede social é uma saudável maneira de reduzir o stress, a tristeza, a melancolia, a depressão, e a solidão que está afetando a saúde mental de um indivíduo.

A etimologia da palavra terapia se origina do grego thaerapia, que significa servir a Deus. Assim, a prática terapêutica, bastante antiga, já objetivava a criação de harmonia, paz e bem estar sentimental, emocional, psíquico e espiritual.

Terapia é o nome dado a um conjunto de práticas psíquicas, corporais e espirituais que objetivam a harmonia da saúde do indivíduo. Ela é uma ferramenta para erradicação ou diminuição do sofrimento e da má interpretação dos diversos eventos que ocorrem nas diferentes esferas da vida: pessoal, emocional, profissional e nos relacionamentos.

 

 

 

 

 

 

 

A ação de escrever é atualmente uma das formas de terapia mais encontradas por milhares de pessoas. Poetas, escritores, cronistas, contistas, e tantos outros que assim não se qualificam, escrevem diariamente pelo simples ato de não se sentirem sós, de se sentirem produtivos e úteis a outras pessoas que consomem aquilo que produzem em termos literários. Escrevem seus textos ou conteúdos, postam na rede social a qual estão vinculados e aguardam os comentários, positivos ou negativos, para avaliarem a qualidade literária do que produziram e muitas vezes iniciarem uma acalorada discussão. Com isso não se sentem sozinhos, abandonados emocionalmente dentro de suas próprias casas.

O termo catarse tem origem filosófica e significa limpeza, purificação pessoal de um indivíduo no plano psíquico, emocional. Escrever é uma forma de catarse na qual se libera a mente, se promove o relaxamento em relação a outros problemas que ocupam a mente do indivíduo, bem como “limpam” seu organismo de impurezas tanto psicológicas como orgânicas. Nessa ação de limpeza ocorre também a produção orgânica do hormônio serotonina, o conhecido hormônio da felicidade. A ação de escrever traz alívio, serenidade, mas também alegria, prazer e emoção para aquele que escreve.

Benefícios que este assunto pode proporcionar ao leitor

Para ter uma boa qualidade de vida – sendo poeta e escritor – eu optei em praticar atividade física todos os dias pela manhã, pelo fato de ficar muito em casa e à tarde dedicar-me a atividade de escrever. A prática esportiva promove a saúde mental e o relaxamento muscular. O contato com a natureza logo pela manhã reduz drasticamente a sensação de clausura e solidão pelo fato de morar num grande apartamento e sozinho. Não me sinto sozinho, sou muito ativo e a ação de escrever embora seja uma atividade estática exige o emprego intenso de minha atenção e concentração, provocando inegavelmente um tipo de stress, o qual é amenizado com a atividade física regular.

O fato de passar muito tempo sentado e diante do monitor, ao fim do dia sinto-me cansado, e às vezes estressado. A manutenção do organismo e da mente através da atividade física permite a manutenção da qualidade de vida e também o desenvolvimento de ideias, pensamentos e conteúdos durante a sua prática. No retorno, a mente está liberada para criar e gozar do hormônio da felicidade.

Existem pessoas que não gostam de escrever, por que não tem o hábito ou não tem imaginação suficiente para criar, produzir conteúdo apreciável. Uma boa opção é a leitura. Neste caso ela substitui o escrever, mas não elimina a atividade física.

Muitas pessoas encontram prazer na leitura e se identificam com ela. A leitura tem exige atenção e concentração em nível diferente do escrever, que exige uma maior articulação de pensamentos e ideias. Tente experimentar uma dessas modalidades de terapia em sua vida. Se não der certo, tente a outra. O importante é que você melhore sua qualidade de vida, tanto a nível psíquico e emocional como físico.

Robert Thomaz

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Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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