Conhecendo as faces da síndrome da fibromialgia – Parte 2

fibromialgia

Knowing the faces of fibromyalgia syndrome – Part 2

Pessoas que sofrem de fibromialgia vivem em sofrimento, desde que não busquem o tratamento adequado e que não mudem seu estilo de vida. Se optarem pela permanência em sua zona de conforto dolorosa terão uma baixa qualidade de vida e esporádicos momentos de bem-estar.

Quem tem fibromialgia conhece bem seu corpo em vista que ele reclama diária e constantemente. Em momentos de crise, até um toque delicado pode incomodar, causar sofrimento e tristeza. A fibromialgia no passado já foi confundida e diagnosticada como depressão e estresse.

Além de dores na cabeça, ombros, costas, braços, pernas e pés, o fibromiálgico tem acrescida em sua vida dolorosa mais um sofrimento: a dor da alma. Esta é uma dor talvez pior do que a dor física. É aquela provocada pelo preconceito e desconhecimento manifestado pelas pessoas que se relacionam com o enfermo. Elas tratam e encaram o fibromiálgico como um preguiçoso, um inútil, um melancólico contumaz. Essa maneira de relacionamento é um dos maiores prejuízos para aquele que tem essa enfermidade e que conta com o desconhecimento e incompreensão dos que o cercam.

 

 

 

 

 

 

 

Estudos levaram os pesquisadores a alegar que atualmente a explicação mais aceita para a origem da dor generalizada é um excesso de sensibilidade do sistema nervoso central. Os fibromiálgicos apresentam uma redução significativa dos analgésicos naturais do corpo, enquanto a substância P, associada a inflamação e ansiedade, aparece em níveis elevados. Esse desequilíbrio químico fundamentaria a extensa gama de manifestações, como dor difusa, fadiga, insônia, déficits de memória e depressão.

Segmentos da área de saúde acreditam que a associação de drogas, como antidepressivos e neuromoduladores, terão efeito sinérgico na briga contra a dor. É que, enquanto o antidepressivo eleva a oferta de serotonina e noradrenalina, sedativos naturais do sistema nervoso, os neuromoduladores alteram a transmissão do estímulo doloroso para o cérebro, diminuindo os níveis da chamada substância P.

Os estudos e casos constatados já evidenciaram que 90% dos casos da enfermidade recaem sobre as mulheres. Essa constatação se justifica pelo fato do sistema nervoso das mulheres produzir menos serotonina (o hormônio da felicidade, do prazer) e por esse aspecto elas também estão mais propensas à depressão. Outro aspecto relevante é que durante a tensão pré-menstrual, por questões hormonais, a mulher fica mais sensível a tudo, particularmente no plano emocional.

Na sociedade contemporânea a mulher se tornou um elemento muito presente no mercado de trabalho em função de sua liberdade e capacidade profissional. Normalmente, ela enfrenta uma dupla jornada de trabalho. Trabalha fora, mas continua responsável pela execução de tarefas dentro de casa. Sobrecarregada, pouco tempo lhe sobra para o repouso, o que facilita a incidência maior de dor pelo corpo. Podemos afirmar que este também é um dos fatores da manifestação da fibromialgia no universo feminino.

As pesquisas revelaram que nas mulheres existe uma predisposição genética familiar não verificada nos homens para a ocorrência da fibromialgia. Mulheres com fibromialgia, se pesquisarem em suas famílias, descobrirão parentes próximos com queixas semelhantes de dor pelo corpo.

O fato do número de mulheres que apresentam a síndrome em relação aos homens ser maior indica sua clara propensão à enfermidade. Além de mais propensas, elas sofrem efeitos também diferentes e danosos à sua qualidade de vida. Alguns aspectos a destacar neste contexto:

Muitos casamentos são desfeitos pelo fato da mulher apresentar um quadro constante de dores e indisposição para atividades sociais;

– Mulheres portadoras da síndrome, devido à dor emocional causada pela segregação e menosprezo de familiares, amigos e colegas de trabalho, podem desenvolver quadros de ansiedade e, consequentemente, depressão, fato que lhes afeta sensivelmente a felicidade, saúde e sensação de bem-estar;

Mulheres que tem seus relacionamentos amorosos terminados por apresentarem constantemente indisposição para o sexo;

– Mulheres em ambiente de trabalho normalmente quando identificadas com a síndrome são preteridas (não promovidas a posto superior ou a cargo com vantagens específicas) por serem consideradas incapazes para o desempenho da referida função.

Todos esses fatores somados justificam a maior incidência de fibromialgia entre elas.

 

 

 

 

 

 

 


O tratamento da síndrome é multidisciplinar. Do médico ao personal trainer, a participação de todos os profissionais é relevante. O plano terapêutico pode abranger analgésicos, antidepressivos, anticonvulsionantes, terapia cognitivo-comportamental e atividade física regular. Atividades e ações que o tratamento pode abranger:

– Boa e saudável alimentação;

– Fisioterapia;

– Programa de exercícios físicos (atividades aeróbicas de baixo impacto, como natação e caminhada, alongamentos, ioga, hidroginástica);

– Técnicas de relaxamento, alívio do stress, massagem leve, acupuntura;

– Terapia cognitivo-comportamental que visa ensinar o indivíduo a lidar com pensamentos negativos, reconhecer o que agrava seus sintomas, a estabelecer limites a suas atividades e buscar a prática de atividades agradáveis;

– Os medicamentos mais usados são analgésicos de ação central, incluindo medicamentos antidepressivos e antiepiléticos que também tem ação analgésica. Em concorrência com estes medicamentos também são ministrados medicamentos que melhorem a qualidade do sono e mioreelaxantes.

A prática regular de exercício físico leve ou moderado ajuda a reequilibrar o descompasso neuroquímico que existe na síndrome. O corpo ativo dribla a rigidez muscular e melhora o padrão do sono. Vale salientar que não se deve exceder na prática dos exercícios. Exageros só pioram as coisas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Benefícios que este assunto pode proporcionar ao leitor

Embora a fibromialgia seja uma síndrome muito presente na vida daqueles que a manifestam, não se deve considera-la como uma doença crônica, semelhante a outras doenças. Com uma atitude clara e objetiva de disciplina consciente o fibromiálgico pode ter uma qualidade de vida regular e satisfatória. Para tanto basta controlar os sintomas e saber qual ou quais são os seus fatores desencadeadores.

Muitos fibromiálgicos tem uma vida tranquila e, de repente, o equilíbrio se deteriorou e emergiu uma crise. Possivelmente tiveram um episódio de estresse agudo que fez eclodir os sintomas e o subtraiu da zona de conforto que ocupava. Neste caso deve-se buscar os fatores desencadeadores e restabelecer o equilíbrio perdido.

Depois de constatada a existência da síndrome, faz-se necessário que o indivíduo entenda que sua vida não necessita ser um “mar de dores e lamúrias”. Basta conscientizar-se que deve mudar seu estilo de vida para que tenha um ponto de equilíbrio no qual os fatores desencadeadores da síndrome sejam inibidos, permitindo-lhe uma boa qualidade de vida e o gozo de bem-estar.

Apresento a seguir algumas medidas práticas a serem adotadas que vão auxiliar qualquer pessoa a melhorar de sua qualidade de vida e saúde quando constada a fibromialgia:

1º ) Reduza o estresse diário – O estresse do dia a dia provoca o aumento da tensão muscular e estimula o surgimento das dores. Reconheça aquilo que o aumenta ou agrava;

2º ) Exercite-se regularmente – O exercício físico estimula a produção do hormônio neurotransmissor chamado serotonina que controla o sono, a apetite e o humor influenciando a ansiedade, a ocorrência de estados depressivos, enxaqueca, etc. Exercite-se com regularidade, mas de maneira comedida, pratique caminhadas, exercícios de baixo impacto, hidroginástica, ioga, meditação;

3º ) Durma o suficiente para estar descansado no dia seguinte – O sono promove o relaxamento muscular e reduz a tensão causada pelo estresse. Durma o número de horas suficientes para que não acorde no dia seguinte cansado;

4º )  Tente lidar melhor com seus pensamentos negativos – Pensamentos negativos são um “convite” ao aumento da ansiedade e ao ingresso na depressão, estados nocivos ao organismo que também provocam o aumento da tensão muscular e o surgimento da dor generalizada e cansaço físico. Afaste-se da negatividade, daquilo que pode colocar você em melancolia ou tristeza;

5º )  Reconhecer o que agrava os seus sintomas – Procure reconhecer aquilo que agrava seus sintomas da síndrome como ficar ansioso (a), exercícios físicos em demasia ou atividades que exijam tensão nervosa ou exercícios prolongados e extenuantes;

6º ) Estabeleça limites para suas atividades – Não se exceda nas atividades sociais, profissionais ou desportivas. Mantenha um mesmo ritmo de vida, nem muito acelerado e nem muito devagar. Os excessos físicos para o portador da síndrome agravam significativamente a dor generalizada, o cansaço e dificultam ou prejudicam o sono;

7º ) Busque praticar atividades que lhe sejam agradáveis – Nem sempre podemos fazer aquilo que desejamos e essa norma se aplica de maneira bem mais severa ao portador de fibromialgia. Faça atividades e ações que lhe proporcionem a sensação de bem-estar e felicidade. Você estará estimulando a produção do hormônio neurotransmissor serotonina;

8º ) Mantenha uma boa rotina de descanso para melhorar a qualidade do sono – A qualidade do sono é fator preponderante para a melhora geral do estado do portador de fibromialgia quando em vigília. O cansaço e as dores são reduzidos e o desconforto é menor;

9º ) Evite consumir cafeína – A cafeína afeta o sono e por efeito também promoverá os demais sintomas do quadro de fibromialgia;

10º ) Preserve um estilo de vida saudável – Procure não realizar atividades estressantes, cansativas; durma o número de horas necessárias; consuma pouca ou nenhuma cafeína e bebidas alcóolicas; evite ficar triste ou melancólico(a) ou em contato com fatos que despertem esse estado emocional; afaste-se de discussões e aborrecimentos desnecessários. Um estilo de vida trilhado na serenidade, calmaria, relaxamento físico é o ideal para que o portador tenha uma relativa qualidade de vida, saúde e bem-estar preservados.

 

 

 

 

 

 

 

Robert Thomaz

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

23 Comentários

  1. Obrigado por sua visita Dalva Santos! Fico feliz em poder ajudá-la com meus conteúdos. Meu objetivo é ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas, bem como seus relacionamentos. Volte sempre! Desejo-lhe felicidades!

  2. Francisca Saraiva

    Gostei
    Seria muito bom que as pessoas que nos rodeiam, tivessem
    também a curiosidade de ler e ou/pelo menos pesquisar sobre fibromialgia
    para que não fossem tão ignorantes sobre o assunto. Já que nunca se dignam
    entrar junto com a pessoa que tem essa síndrome, em uma consulta.
    Francisca Saraiva

  3. Francisca Saraiva

    Gostei de todo o conteúdo que li.

  4. Francisca Saraiva

    Ótimo conteúdo.
    Muito bem explicado e claro.

  5. Francisca Lago

    Eu tenho essa síndrome
    Que consiste em muitas dores no corpo todo, é uma dor precedida
    por um grande ganço. Que as pessoas que não nos entendem, chegam
    a pensar que é preguiça, dá insônia e depressão. É muito bom que as pessoas
    se informem. Porque quem sofre com isso, é horrível, conviver com a desinformação
    das pessoas que estão a sua volta, das próprias pessoas da sua casa, falarem que vc.
    só dorme. Se vc. tem insônia e toma medicamentos para isso… com certeza, vc. irá dormir
    é claro! Então, é incompreensão de todos os lados.
    Esse conteúdo é maravilhoso a informação das pessoas.
    As maiores vítimas: São as mulheres
    Aí vcs. verão porquê. É um conteúdo excelente.
    Francisca Lago

  6. Francisca Lago

    Ahhh, isso comigo, está tudo relacionado com a depressão
    Quando a fibromialgia me apareceu, eu já tinha depressão.
    Pois a fibromialgia, chegou logo após Deus levar os meus dois
    filhos e meu maridos se jogou na bebida e chegava chorando.
    Eu que já ficava em casa sozinha, ele chega em casa, mas nessa
    situação. Aí, eu quase que perdi a cabeça… Cheguei a senti o momento
    em que fui acometida dessa infeliz síndrome…Senti um forte aperto em
    minhas costelas. E não deu outra. Daí em diante, passei a procurar, médico
    para descobrir que dor no corpo era aquela que eu sentia e não tinha fim.
    O médico pedia um mundo de exames e não dava nada. Mandava fazer lá um tanto
    de exercícios físicos e eu voltava pior. E nada resolvia
    Até que um dia eu me virei para ele e falei…Será que o senhor acha que estou aqui
    inventando que tenho dores? Como se explica tanta dor no corpo… sem dúvida, há
    uma explicação.
    Que.. por fim… ele pediu um exame: que deu: – Lúpus
    Aí, me mandou para o Reumatologista – Reumatologista: Diagnosticou – fibromialgia
    Nos postos em que ele tocava – eu tinha a impressão que havia uma ferida aberta.
    Francisca Lago

  7. Francisca Saraiva

    Excelente conteúdo amigos
    Eu tenho essa síndrome. Não queiram saber amigos o que é vc. ter
    uma coisa dessa e conviver rodeada de pessoas que não entendem nada
    do que vc. está passando. Acham que vc. tem é preguiça simplesmente!
    Não sabem nada sobre o que está te acontecendo e nem pesquisam para
    se informar, porque não tem interesse. Só te julga. E isso leva a um relacionamento
    péssimo em casa. Portanto, é muito bom que as pessoas procurem se informar.
    As principais vítimas: Mulheres: – Aqui vcs. verão porque –
    Francisca Saraiva

  8. Francisca Lago

    É uma síndrome difícil de ser diagnosticada.
    Eu passei mais de 06 meses tentando encontrar a causa de tanta
    dor do corpo inteiro, com insônia e um grande desanimo, com cansaço
    permanente, sem ter feito nada. Uma verdadeira dificuldade para me levantar
    da cama. Posso até está acordada, mas tenho um desânimo enorme para me levantar
    da cama, principalmente. E faço tratamento antidepressivo.

  9. Querida Francisca Saraiva, agradeço sua visita ao meu blog e gratidão por seu comentário elogioso. Esse conteúdo é uma tentativa singela de sensibilizar todos os que desconhecem a gravidade dessa doença que está em ascensão em nosso país e no mundo.

  10. Querida Francisca Saraiva fico feliz e satisfeito com seu comentário elogioso e sua atenção. Muito obrigado e felicidades a você.

  11. Querida Francisca Saraiva fico feliz que tenhas gostado co conteúdo, embora extenso, porém bem esclarecedor. Muito obrigado por sua visita e comentário elogioso.

  12. Querida Francisca Saraiva fico muito feliz que tenha gostado do conteúdo que produzi sobre fibromialgia. Agradeço seu elogio e desejo-lhe felicidades.

  13. Querida Francisca agradeço sua visita e seu comentário elogioso. Julgo, humildemente, que as mulheres sofram muito porque são seres humanos atualmente muito observados e analisados pela sociedade contemporânea, particularmente porque são centro nervoso da família e do casamento. É dever do Ministério da Saúde divulgar em campanhas os sintomas da síndrome da fibromialgia e clamar a todos que tenha compreensão como os fibromialgicos. Gratidão por seu comentário e atenção.

  14. Querida Francisca agradeço seu comentário e sua visita ao meu blog. Muitas vezes a síndrome está a espera de um fator que “dispare” seus sintomas e isso me parece que ocorreu com você. Como está no conteúdo tente seguir as orientações que ele contém na tentativa de ter uma melhor qualidade de vida.

  15. Querida Francisca agradeço sua visita e seu comentário elogioso.

  16. Querida Francisca agradeço seu comentário e sua visita ao meu blog. Realmente a síndrome é de difícil diagnóstico.

  17. Francisca Saraiva

    Para mim foi excelente ver este conteúdo, porque nem eu mesma, sabia definir
    para as pessoa claramente o que sentia. E certos médicos ainda não estão preparados
    para receber uma pessoa assim com tantas dores, deixando essas pessoas a ficarem
    desesperadas, sem saber que atitudes tomar. Eu mesma pressionei o médico de todas
    as formas. Se ele não conseguia descobrir, que me encaminhasse para outro especialista.
    E foi o que ele fez. Mas antes disso eu já havia sofrido muito, porque o ortopedista já havia
    solicitado muitos exames e não acusava nada. Mas após os exames solicitava atividades por
    um determinado período… que de nada adiantava e o tempo só ia passando e as dores
    continuavam.
    Francisca Saraiva

  18. Francisca.Saraiva

    Amigo, não quero saber de traição e nem estou com tempo!
    Mas soube mostrar para os amigos o conteúdo de fibromialgia.
    Já tentei várias vezes. Socorro kkkkkk

  19. Francisca Saraiva

    Amígo, só que não consegui compartilhar para minha página,
    este conteúdo. Os amigos estão curtindo mas não mostra o
    conteúdo. A cada hora que entro lá apareceu mais gente que
    curtiu.
    Francisca Saraiva

  20. Obrigado por seu comentário elogioso minha querida Francisca Saraiva. Realmente é muito significativo o elevado número de profissionais da área de saúde que estão despreparados para atender e assistir os pacientes fibromialgicos em suas necessidades. Fico feliz que tenhas gostado do conteúdo. Obrigado.

  21. Olá minha querida amiga Francisca Saraiva a internet e o computador guardam vários e simples mistérios que nos dificultam muitas vezes de realizar as ações e tarefas que desejamos e não é por culpa nossa. Certamente você deve estar seguindo algum caminho errado e não conseguindo compartilhar. Veja onde visualizou o meu conteúdo e tente compartilhar por lá ou pelos ícones das redes sociais que ficam no início, na lateral ou no fim do conteúdo, próximo aos comentários. Clique no que desejar para compartilhar na rede desejada. Obrigado pela visita.

  22. Querida amiga Francisca Saraiva como eu disse num de seus comentários a internet e o computador ou celular nos esconde os caminhos certos. Para compartilhar em sua página no Facebook, copie e cole, lá no início de sua página onde aparece: “no que você está pensando”, esse link http://sentimentoseletras.com.br/fibromialgia-2/

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