O intestino e o cérebro tem importante relação e saiba o porquê

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O intestino é um órgão fascinante e praticamente a totalidade da população desconhece sua importância no contexto de todo o organismo humano. Após várias pesquisas, os neurocientistas e pesquisadores descobriram informações surpreendentes a seu respeito e passaram a considerá-lo como o “segundo” cérebro humano.

Essa denominação um tanto ousada tem fundamento e se baseia na estreita relação que existe entre o cérebro e o intestino, e por que o último atua de uma maneira muito profunda no funcionamento e manutenção do metabolismo.

Vamos conhecer algumas das propriedades desse órgão maravilhoso e mudanças de comportamento que devem ser estabelecidas para que a sua qualidade de vida alcance patamares mais elevados e você aumente sua satisfação com a vida.

Saiba a Relação entre o Intestino e o Cérebro A

A Relação entre o Intestino e o Cérebro

O intestino para muitos só serve para guardar m(…) ou cocô. É lógico que é um pensamento destituído de riqueza cognitiva e sapiência. Ele é o maior órgão do corpo humano, considerando suas duas partes – o delgado e o grosso – esticadas ocuparia uma área de 250 metros quadrados, o equivalente a uma quadra de tênis.

Agora imagine, sem pressa, que você, eu, seus pais, amigos e tantos outros seres humanos tem esse volume compactado no ventre. É algo realmente de impressionar.

O cérebro pesa em torno de 1,3 Kg e é a parte mais desenvolvida e mais volumosa do encéfalo. Se dividirmos o cérebro em duas partes teremos substâncias diferentes: uma branca, que ocupa o centro, e uma cinzenta que forma o córtex cerebral. Este possui mais de quarenta áreas funcionalmente distintas, sendo que cada uma controla uma atividade específica.

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O fato de grandes áreas de o córtex relacionarem-se ao controle da face e das mãos explica a razão destas partes do corpo terem tanta sensibilidade, porque funcionam como “sonares biológicos” na transmissão de informações ao cérebro como um todo. No córtex cerebral estão agrupados os neurônios.

Neurônios são células nervosas cuja função é conduzir os impulsos nervosos (informações e estímulos) ao cérebro. Este possui cerca de 100 bilhões de neurônios e um ser humano adulto possui cerca de 85 bilhões em seu corpo. E onde está a diferença entre estes valores?

O intestino agrega cerca de 500 milhões de neurônios (?). Sim, as mesmas células que existem no cérebro existem no intestino. Pesquisas revelaram que existem neurônios no intestino e que eles se comunicam com o cérebro através de uma estrutura denominada de nervo vago, que passa pelo tórax e liga o sistema gastrointestinal à caixa craniana.

O nervo vago serve de ponte, de via dupla, para as informações e estímulos que vão do cérebro ao intestino e que caminham no sentido inverso. Dessa forma passamos a compreender a relevante interação que existe entre os dois órgãos e essa interatividade redunda em ações coordenadas, bem como efeitos bilaterais positivos e negativos.

Os neurônios do intestino constituem um sistema nervoso próprio, “quase” independente, que coordena tarefas importantes no processo digestivo como a liberação de substâncias digestivas, absorção de nutrientes e os movimentos peristálticos que movimentam e expelem o bolo fecal. Essas tarefas importantes são executadas independentemente do cérebro (comando cerebral).

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Por existir essa ligação e interatividade entre o intestino e o cérebro fica fácil entender porque diante de uma situação estressante ou a ingestão de algo nocivo à saúde sentimos, respectivamente, um frio na barriga ou a vontade de ir ao banheiro (urinar ou diarreia).

Outro dado relevante é que os neurônios do intestino produzem cerca de 90% da serotonina que circula no organismo. A serotonina é um hormônio neurotransmissor mais conhecido como o hormônio do prazer, da felicidade. Daí sentirmos tanto prazer quando comemos, quando degustamos um filé mignon ou saboreamos um sorvete. A serotonina também garante o funcionamento do intestino.

Embora a interação entre o intestino e o cérebro seja prodigiosa existe um elemento que interfere nessa bela e conveniente relação. Ele é a flora intestinal, foco de várias pesquisas na atualidade. Cientificamente chamada de microbiota, ela é constituída de cerca de 100 trilhões de bactérias – isso corresponde aproximadamente mais de dez vezes a quantidade de células do corpo humano.

A microbiota representa de 2 a 3 quilos de todo o peso de um indivíduo. Ela agrega bactérias boas e ruins, sendo regularmente positiva a ação desse complexo orgânico em vista que elas absorvem os nutrientes necessários à vida e regulam o metabolismo. A microbiota tem papel relevante no funcionamento do organismo porque auxilia na digestão dos alimentos e promove a proteção contra as infecções.

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Pesquisas revelaram que a microbiota também interfere na predisposição a várias doenças e é capaz de influenciar o comportamento (satisfação, tristeza, etc.) e as emoções do indivíduo.

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Como já foi dito, a microbiota é composta de bactérias boas e ruins, sendo que a maioria é boa e é essa maioria que controla a minoria ruim. Mas como manter esse equilíbrio a favor das bactérias boas e que reflexos isso traz ao organismo como um todo?

As bactérias boas regulam as funções primordiais do intestino e demais necessidades do metabolismo. Quando deixam de ser a maioria, as bactérias ruins passam a afetar as paredes e os movimentos do intestino, provocando inflamações. Como efeito destas reações o indivíduo passa a apresentar dores abdominais, diarreia ou constipação. Devido à relação entre intestino e cérebro esse “caos” viaja pelo nervo vago e chega ao cérebro, provocando mau humor e queda na concentração do indivíduo.

E o que causa esse desequilíbrio no complexo intestinal?

Se o indivíduo tiver uma dieta rica em gorduras estará alimentando as bactérias ruins e causando a morte das boas. O efeito imediato disso são flatulências (gases) e distensão abdominal (afrouxamento da barriga). Essa informação nos faz entender por que boa parte dos homens barrigudos são bons degustadores de guloseimas ricas em gorduras. Se o indivíduo tiver uma fase difícil em sua vida, na qual o estresse fique fora de controle ou use antibióticos por longo período ele também poderá causar a morte tanto das bactérias boas como as ruins e deflagrar o “caos” intestinal.

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A mulher, por razões hormonais, é mais suscetível aos efeitos do caos intestinal do que os homens. Cerca de dois terços de um efetivo de 3000 mulheres relatou em pesquisas que, no dia-a-dia, tem desconfortos como inchaço no ventre, flatulências e prisão de ventre. Foram perguntadas se estes desconfortos influenciavam sua qualidade de vida e 89% afirmaram que tem queda no humor e 88% alegaram que sofrem de a perda de concentração nas atividades cotidianas. Estes dados demonstram que os sintomas abdominais influenciam e modificam comportamentos.

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Benefícios que Este Conteúdo pode Proporcionar ao Leitor

Do que foi apresentado fica fácil concluir que a qualidade de vida e satisfação de vida de um indivíduo estão intimamente relacionadas ao bom equilíbrio da microbiota ou simplesmente de seu intestino.

Tanto homens como mulheres devem ficar atentos a dores abdominais, flatulência, diarreia e constipação em vista que são indícios de que seu intestino apresenta inflamações e que ele está em desequilíbrio. Neste caso deve-se procurar um médico para uma avaliação e não realizar a automedicação, atitude que pode piorar a situação e que não é a melhor conduta a ser seguida.

Uma dieta caracterizada pelo consumo regular de frutas, legumes e verduras é fundamental para o bom funcionamento do intestino. Esses alimentos contêm fibras e as bactérias boas gostam delas. Consumindo estes tipos de alimentos as bactérias boas tendem a se reproduzir e manter a maioria boa no controle do complexo intestinal. Esse tipo de dieta promove o equilíbrio do intestino que reflete na qualidade de vida e satisfação do indivíduo.

Lembrar que o consumo constante ou exagerado de gordura aumenta a colônia de bactérias ruins, multiplicando-as e causando o desequilíbrio intestinal, fato que reflete negativamente em todo o organismo. Então evite consumir alimentos gordurosos como carne vermelha, sanduíches, alimentos com muita maionese, batata frita, etc.

Se o humor de um indivíduo anda em baixa ou seu poder de concentração está deficiente é possível que seja efeito de uma dieta inadequada, que está comprometendo o bom funcionamento de seu intestino.

Observe seu comportamento, humor, estado de saúde e comportamento de seu intestino. Veja se ele está em equilíbrio segundo o que foi apresentado aqui. Caso não, procure reformular sua dieta visando ter uma melhor qualidade de vida e satisfação pessoal.

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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