Por que não continuar com medo de enfrentar seus problemas

medo

Why not continue to be afraid of facing your problems

Sentimos medo desde que nascemos. Quando crianças principalmente e depois este estado emocional torna-se nosso companheiro de todas as viagens. Suas malas e bagagem sempre estão prontas para que ele siga o nosso coração e a nossa mente, causando as desconfortáveis e inquietantes sensações de ansiedade e insegurança que tanto conhecemos.

Mas o que é realmente o medo?

O medo é um estado emocional que surge como efeito de nossa consciência identificar uma eventual situação de perigo. A identificação verdadeira ou errônea de que algo ou alguma coisa pode ameaçar a integridade de um indivíduo provoca que o cérebro execute – involuntariamente – o desencadear de vários processos químicos que provocam as reações que caracterizam o medo.

O medo é uma sensação de alerta de extrema importância para a sobrevivência das espécies, principalmente para o ser humano. Sentimos medo a fim de nos proteger de um perigo iminente, para que não venhamos a sofrer. O acelerar da respiração, a contração muscular e o aumento dos batimentos cardíacos são efeitos físicos que caracterizam o medo.

O medo normalmente é desencadeado a partir da presença de um estímulo que provoque a ansiedade e insegurança no indivíduo. Entretanto, o medo pode ser desencadeado tão simplesmente pela ideia em relação a algo (visível ou não) que lhe cause brando ou grave desconforto. Inconscientemente, as características físicas reproduzidas pela sensação de medo preparam o corpo para duas prováveis reações naturais: o confronto ou a fuga.

Todos nós temos vontade de ser felizes. A felicidade é um estado de graça no qual experimentamos o singular momento de consciência plenamente satisfeita. Ser feliz é sentir-se “ensopado por uma chuva de alegria”, gozando de saúde e bem-estar. Quando estamos felizes sentimo-nos repletos de contentamento, alegria e uma indescritível sensação de paz interior, de harmonia espiritual. Porém, a vida nem sempre é marcada por repetidos e frequentes momentos de felicidade.

Como dito anteriormente, o corpo fisicamente reage de duas maneiras diferentes ante a sensação de medo: o confronto ou a fuga. Quando sentimos uma dor emocional decorrente de um problema que nos impossibilita de sermos felizes, entramos num estado de agonia, de sofrimento, de angústia. Essa dor surge como efeito do medo que normalmente temos em enfrentar, em entrar em confronto com o problema. Ou em outros termos, essa dor emocional se constitui numa fuga também emocional e efetiva do problema e seus efeitos colaterais.

Não entramos em confronto com o problema por medo, por julgarmos – erradamente – que não somos capazes de vencê-lo. E acreditando que se não temos a devida capacidade de vencer o problema, ele tende a se agravar, tornando a almejada felicidade e seus momentos em naturezas cada vez mais distantes e utópicas.

Descobrir-se capaz de lutar contra uma dor emocional decorrente de um problema é um pensamento entusiástico. Acreditar que se é capaz de confrontar-se e superar um problema é algo muito gratificante para qualquer ser humano. É superar-se!

Mas antes de entrar em confronto propriamente dito com o problema, é necessário conhecermos um pouco sobre o maior efeito impeditivo dessa batalha: a dor em si.

A mente e o corpo foram naturezas criadas pelo Arquiteto do Universo (Deus) para viverem em comunhão, em perfeita concórdia. Entretanto, a evolução do homem ao longo dos séculos provocou o surgimento dos mais diversos gêneros de dor. A dor foi cientificamente comprovada como evento puramente cerebral. Ela não ocorre no local que imaginamos sentir, mas sim nos mais profundos recantos do complexo mental.

A dor decorre de um problema que o homem enfrenta em seu viver. Podemos ter vários tipos de problemas e eles são a causa de nossas dores, de nossas angústias. As dores que o ser humano vivencia podem ser emocionais, sentimentais e corporais:

Dores emocionais – são reações mentais de intensidade e duração variáveis que podem apresentar alterações respiratórias, circulatórias e que se manifestam por grave tensão mental;

Dores sentimentais – são reações mentais também de intensidade e duração variáveis que compreendem conteúdos que abrangem a sensibilidade humana, ou seja, afetam e expõem a fragilidade emocional do indivíduo;

Dores corporais – são reações manifestadas pelo organismo devido ao desequilíbrio promovido pelo complexo mental. Mente e corpo são naturezas que não estão dissociados. A mente padece por estímulo vital, interno ou externo, que tem efeito real sobre o corpo. Este fato é mais conhecido pela terminologia – doença psicossomática.

Qualquer que seja a dor que se sente, ela pode ser eliminada ou amenizada. Eliminar uma dor exige um profundo e diuturno trabalho educativo sobre o complexo mental. Para eliminá-la é necessário descobrir-se – e acreditar – que se é capaz de superá-la ou eliminá-la. É necessário que o indivíduo reconheça que o fim de sua dor e, consequentemente, a solução de seu problema dependem exclusivamente de três fatores fundamentais:

A – Buscar-se a verdade dos fatos que envolvem o problema;

B – Agir com paciência, prudência e perseverança no equacionamento e resolução do problema que o angustia, banindo completamente o medo de lutar contra a dor causada pelo problema;

C – Educar seu complexo mental através de meditação, relaxamento, leitura e entendimento da natureza do problema (intensidade, profundidade e efeitos sobre si mesmo) visando agir sobre a sua origem e ação nociva.

Não se deve, em momento algum, acreditar que a luta efetiva, o confronto contra a dor causada pelo problema causará seu aumento ou intensificação. Esse se constitui no maior dos medos e erros nessa batalha de ordem psíquica.

A dor e o problema não crescem na vigência de ambos. Eles apenas apresentam a totalidade de sua grandeza na medida em que o indivíduo os enfrenta, na medida em que ele articula uma estratégia para superar a dor e eliminar o problema.

É necessário acreditar-se, de maneira profunda, que é possível solucionar o problema que se tem, qualquer que ele seja (financeiro, emocional, físico, sentimental, etc.). Somente agindo com base nos três fatores fundamentais é que o indivíduo poderá ser feliz, alcançar a felicidade em seu viver.

Benefícios que este assunto pode proporcionar ao leitor

Ser feliz é, antes de tudo, uma questão de escolha e ser feliz não é coisa fácil. A vida moderna com suas inúmeras dificuldades social, financeira, emocional e sentimental faz surgir um “exército” de medos na mente do indivíduo. Ele sente vontade de ser feliz, contudo sente-se inseguro para lutar. Percebe-se acuado pelo medo, pelo pavor que a dor do problema aumente e ele não possa resistir a ela.

Não se deve e nem se pode dar crédito e estabilidade ao medo, a seu poder. Ele não é um ser vivo, existe apenas dentro da mente do indivíduo. Não se deve continuar com o medo da dor e do problema que a causa. Deve-se sim enfrentá-lo, confrontá-lo com entusiasmo e vigor, sem medo da dor ou de um fracasso inicial e momentâneo. Este possivelmente ocorrerá, como regularmente ocorre a fim da situação-problema “avaliar” sua paciência e perseverança, porém saiba que os erros e fracassos fazem parte de toda jornada para o sucesso, e o seu sucesso é superar o problema e extinguir a dor que lhe impede de ser feliz.

Retorne ao oásis da felicidade, da alegria de viver. Cabe a você empregar os três fatores fundamentais na superação da dor e na eliminação do problema. Ser feliz é um estado a ser atingido que exige empenho, esforço e vontade constantes do indivíduo.

Robert Thomaz

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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