A nudez gratuita é imprescindível à felicidade?

nudez

Is free nudity imperative to happiness?

Adão e Eva

Segundo a Bíblia Sagrada, em Gênesis 03;07, consta que: “Então foram abertos os olhos de ambos (Adão e Eva), e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.”.

Esse versículo se refere ao momento posterior ao cometimento do pecado original por Adão e Eva enquanto estavam no Jardim do Éden. Ele marca na história o trágico iniciar da escalada da nudez na natureza humana. A partir desse momento, a sociedade que estava para se iniciar no mundo teve a sua primeira e impactante impressão sobre a nudez humana, entretanto, não sabia a sua importância no contexto da dignidade e do caráter do ser humano.

Adão e Eva

A nudez do homem e da mulher foi ao longo tempo na história da humanidade sendo aberta ao público e à sociedade. Essa escalada foi se elevando por conta da corrupção do caráter do ser humano. A sociedade, ao longo das décadas, julgou que a presença dos valores morais e espirituais, que fundamentaram as primeiras comunidades sociais, “emperravam” o necessário e justo crescimento da sociedade e do mundo. Em função dessa errada premissa, estes valores foram sistematicamente sendo menosprezados.

À medida que foram sendo deixados de lado os referidos valores, foi surgindo um viés incessante de permissividade nas diversas camadas da sociedade. Ficar nu, expor sua nudez foi se tornando algo tolerável, não mais humilhante ou indecoroso como antes. A nudez foi adquirindo um caráter permissivo e sendo vista como algo necessário ao crescimento psicológico do ser humano.

Privar alguém de ver o outro nu ou de expor sua nudez passou a ser considerada ação preconceituosa. Não se devia e nem se podia constranger a exibição das partes íntimas por qualquer pessoa, independente de idade, sexo, ou condição financeira. Segundo a ciência, essa ação podia causar ou trazer sérios danos à formação psicológica e mental do indivíduo, comprometendo seu caráter.

Essa distorcida premissa foi abrindo novos caminhos para a nudez e sua permissividade. Ela começou a escapar dos quartos de casa e motéis para as bancas de jornal e revistas, televisão e outras mídias. Descobriu-se que ela poderia ser explorada financeiramente de uma forma lícita, à semelhança da prostituição – embora prática criminosa executada livremente. Isso deu início a publicações de diversos gêneros que expunham a nudez, como calendários (as conhecidas “folhinhas”), revistas, pôsters, etc.

Com o avançar das décadas, surgiram as revistas masculinas nas quais personalidades famosas e modelos desconhecidas expunham seus corpos nus em troca de cachês que supostamente as tornariam “ricas”. Essa prática estimulou o crescimento descontrolado da permissividade em toda a sociedade, passando a invadir inclusive o seio de famílias, desconstruindo valores e pilares primordiais ao bom caráter de seus integrantes.

 

 

 

 

 

 

 

Certamente, você deve estar se perguntando: “Qual o problema das mulheres – e também os homens – posarem nuas, usarem trajes de banho cada vez menores, desfilarem em dias de carnaval seminuas ou praticamente nuas?”. Vamos buscar uma boa referência e explicação para a sua pergunta.

Em outro trecho da Bíblia Sagrada em Gênesis 09;21 – 25,  encontramos a situação que Noé foi visto nu por seu filho Cão ou Can, pai de Canaã, e Cão chacoteou o juntamente com seu filho. Noé ao saber amaldiçoou o neto Canaã. Esse versículo demonstra que ter a nudez violada ou exposta era e é ação humilhante, vergonhosa e condenada segundo os preceitos de Deus. Por quê?

A nudez em si provoca a efervescência dos desejos sexuais, desperta a pulsão sexual, a violação da intimidade, a quebra da integridade, a instabilidade do caráter, a incitação à violência, à prática do estupro, e até do homicídio. Mata-se outro porque ele conheceu a intimidade da mulher que se desposara.

Perceba a situação dessas atrizes e mulheres que já posaram nuas, e até homens, em revistas masculinas e femininas, ou mais ainda, que participam de filmes adultos (filmes pornográficos). Eles terão em algum momento de suas vidas, suas pregressas “exibições artísticas” ao alcance de seus filhos, sobrinhos, netos. Estes, sem dúvida alguma, nesse referido momento sentirão desejo sexual pela mãe, pelo pai, pela tia ou pela avó, mesmo que de forma reprimida. A nudez dos antecessores não irá chocá-los devido ao caráter permissivo ao qual chegou, pelo contrário, irá incitá-los a pulsão sexual, independente da relação sanguínea que eles têm entre si.

E como os antecessores familiares irão justificar suas exibições? No que se fundamentarão para justificar sua nudez gratuita? A irrecusável proposta de trabalho artístico? O bom cachê que resolveu na época o problema de dívidas financeiras? O caráter artístico do trabalho? Oportunidade de ser conhecido (a) e reconhecido pela mídia em geral? Busca do glamour proporcionado pelos holofotes? Escolha deliberada a título de autoafirmação e autoestima? A nudez é uma das raízes não somente do pecado, mas da corrupção humana, de sua degradação e autodestruição.

Ela é um dos ingredientes mais pujantes da corrupção que assola a sociedade contemporânea. Aí você também apresentará o seguinte questionamento que é o foco deste conteúdo: “Mas a nudez não ajuda na felicidade, no despertar do desejo, e dele se atingirá o prazer sexual e daí a felicidade é “um pulo”… não é assim?”

 

 

 

 

 

 

 

Sinto dizer, mas infelizmente esse não é o caminho para a felicidade. A nudez gratuita nunca será imprescindível à felicidade. De modo algum. Ela não é fundamento e nem pilar para a felicidade como muitos julgam. Sua exposição causa inversão de valores, desintegração de princípios e má formação do caráter.

A nudez é fator privativo, ela pertence ao universo da intimidade de duas pessoas tão e somente. Torná-la notória, é transformá-la em evento circense, menosprezando sua relevância no contexto do amor. Deus não condena a nudez, mas sim o seu mau uso, a distorção e exposição de sua natureza. Ele fez originariamente Adão e Eva nus, porém não lhes concedeu o discernimento desse estado para que não mergulhassem – como mergulharam – na devassidão que levou ao dilúvio e a tantas mortes. Se a nudez fosse reconhecida por si só como humilhante e vergonhosa, Deus não criaria o primeiro homem e mulher nus. O que torna a nudez condenável é como o homem a encara, como ele a deprecia e a usa em prol da devassidão.

Conceitualmente, a felicidade é um estado de grande satisfação, de gozar da sensação real de satisfação plena, de sentir um estado de contentamento no qual não se sente nenhum desconforto ou desagrado. A gratuidade da exposição da intimidade de uma pessoa não tem e não terá pujança para decretar um estado de felicidade nela e nem em outra pessoa.

Ficar nu diante de uma câmera, sozinha (o) em posição ginecológica, ou na companhia de outro indivíduo, e com ele praticar o coito carnal, não fará do executante uma pessoa feliz e nem daquele que posteriormente vier a consumir o produto/efeito de sua escolha deliberada de expor sua nudez.

 

 

 

 

 

 

 

Benefícios que este assunto pode proporcionar ao leitor

Fazer um ensaio fotográfico no qual se fica nu (a), para uma revista masculina/feminina; participar como atuante em filmes adultos, frequentar uma colônia de nudismo, fazer orgia sexual numa festa ou fazenda, correr pelado (a) na chuva num lugar semi-deserto, expor gratuitamente sua nudez em qualquer mídia ou lugar público, são escolhas que não farão ninguém feliz, nem de maneira breve ou mais prolongada.

A nudez gratuita, independente dos mandamentos expressos na Palavra de Deus, não deve ser estimulada, não deve ser fomentada em vista dos reais danos que ela causa na personalidade do jovem e do futuro adulto. Sua mente, sua consciência, sempre imaginará que a nudez por si só lhe trará a felicidade que almeja e seus doces efeitos, porém isso não ocorrerá.

Expor o corpo, suas partes íntimas ao público, significa claramente que o indivíduo não lhe dá a devida relevância, que ele vê seu corpo apenas como um mero instrumento para seu prazer e de outrem e não para o alcance de sua própria felicidade.

Gratuitamente expor sua intimidade, seu “sexo” aos outros também significa dizer, implicitamente, que aquilo que você expõe está disponível, está em oferta, seja para a simples troca de humores, como para o recebimento de quantia em moeda corrente e cessão de seu corpo e dos prazeres por ele proporcionados. A sua felicidade não estará aí, nessa escolha imatura, leviana e perniciosa.

Conquiste a felicidade segundo o que é justo e correto, digno, íntegro e não vergonhoso e humilhante. Seja realmente feliz encontrando a felicidade dentro de você e não ofertando seu corpo, expondo sua nudez ao público, situação que possivelmente se arrependerá e não lhe trará a felicidade esperada e desejada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Robert Thomaz

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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