Saiba por que a reeducação alimentar nos emagrece com saúde

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É muito comum as pessoas dizerem atualmente que precisam “fazer uma dieta”, falando no sentido de que precisam emagrecer, que necessitam perder peso – normalmente o desejo da grande maioria da população brasileira. Porém, essa expressão é usada de forma errada e inadequada segundo os nutricionistas, que conceituam dieta e regime como procedimentos distintos e com características diferentes.

Torna-se importante sabermos a distinção entre os dois termos que julgamos parecidos ou iguais e que, em realidade, são bem diferentes segundo os objetivos de cada indivíduo e os propósitos que desejam atingir para uma melhor qualidade de vida no tocante à saúde.

 

 

 

 

 

 

 

A palavra dieta tem origem no latim “diaeta”, que vem do grego “díaita”, e que significa modo de vida. Quando adotamos uma dieta em nossa alimentação estamos promovendo um novo modo de vida, um novo estilo de viver que visa o alcance de uma melhor qualidade de vida. A dieta é uma clara e inequívoca mudança nos hábitos alimentares até então seguidos por uma pessoa. Essa mudança ensina o indivíduo a se alimentar corretamente e de acordo com as necessidades precípuas de seu corpo e organismo.

A dieta alimentar considera vários fatores e foca seus objetivos em uma alimentação mais balanceada para o indivíduo. Os efeitos de uma dieta podem ser a perda de peso, o controle da pressão arterial (alta) ou o diabetes. Na maioria das vezes, a dieta objetiva a perda de peso, mas ela também pode ser feita visando o ganho de peso.

Atletas de diversas modalidades esportivas adotam uma dieta visando a perda de peso, a fim de melhorar suas performances, ou o ganho de peso, a fim de ingressarem em determinada categoria do esporte que praticam. A dieta visando à perda de peso na maioria das vezes tem objetivo estético, porém pode ser por recomendação médica em função de doenças que estão em evolução ou na preparação para alguma intervenção cirúrgica. Quando um nutricionista recomenda uma dieta objetivando o ganho de peso pode ser em decorrência de desnutrição verificada em exames de rotina, tanto para crianças como para adultos.

Os nutricionistas não costumam usar o termo dieta, mas sim reeducação alimentar em vista que se objetiva a adoção de novos hábitos pelo indivíduo com um propósito definido.

Dentro do contexto de reeducação alimentar encontramos o conceito de dietoterapia, que é o manejo terapêutico dos alimentos objetivando produzir um balanço negativo de energia para reduzir o peso e melhorar a composição corporal. Essa terminologia é mais empregada quando perder peso é a finalidade precípua da reeducação alimentar.

Devemos não esquecer que a reeducação alimentar também é determinada e influenciada por fatores pessoais, como o gosto, as preferências estéticas, os valores de venda, a influência poderosa da publicidade de certos produtos alimentares e outras questões.

Fatores sociais, econômicos e culturais não determinam exclusivamente a alimentação humana, os nutricionistas levam em conta também as questões biológicas. A reeducação alimentar é condicionada pela disponibilidade de alimentos, que depende das condições climáticas, a localização geográfica de cada região e país, bem como a facilidade na obtenção de determinados alimentos. Temos como exemplo, os EUA que tem a tendência a ingerir grandes quantidades da chamada “comida de plástico” (inglês junk food), que são alimentos de baixo valor nutritivo e altos níveis de gorduras e açúcares (os hambúrgueres). Já a Argentina apresenta um dos maiores índices do mundo de consumo de carne bovina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O regime baseia-se em uma ou mais restrições na alimentação do indivíduo que visam a obtenção em curto prazo de resultados e que nem sempre se leva em consideração a saúde corporal. O regime restringe, retira a ingestão de diversos alimentos com o objetivo de ocorrer a perda de peso de maneira rápida.

Em vários casos em que adota um regime alimentar ocorre após um período de tempo um fenômeno chamado efeito sanfona, no qual a pessoa recupera o peso perdido e pode ganhar até mais. Restringir o consumo de determinadas substâncias presentes nos alimentos pode levar a graves problemas de saúde, como a anemia.

 

 

 

 

 

 

 

A reeducação alimentar, como já foi dito, objetiva a adoção de novos hábitos pelo indivíduo com um propósito definido. A consequência imediata de sua adoção é a perda de peso de uma maneira saudável e não agressiva ao organismo e ao estado psicológico do indivíduo. A administração desse novo estilo de vida ao longo do tempo acaba por estabelecer o hábito saudável da nova alimentação, bem como o surgimento de seus benefícios.

Muitas pessoas ficam atemorizadas e tem crises depressivas quando o médico ou o nutricionista recomenda a reeducação alimentar. Deve-se salientar que a reeducação alimentar em si não representa a retirada substancial de alimentos de sua alimentação regular, mas sim a substituição de alimentos visando melhorar a qualidade de sua alimentação e sua qualidade de vida.

Este esclarecimento contribui para minimizar o choque psicológico que ocorre na maioria das vezes com as pessoas que desejam emagrecer, pelo fato de pensarem que irão passar fome e isso, em verdade, não ocorrerá e não deve acontecer. Neste novo contexto alimentar é permitido comer inclusive doces, mas de maneira controlada.

Cabe ainda explicitar, que na reeducação alimentar objetiva-se a mudança positiva dos hábitos alimentares, visando à melhora da saúde e a perda de peso sem, no entanto, desprezar a individualidade de cada indivíduo e seu prazer em comer.

Muitas pessoas encontram-se acima do peso desejado ou ideal. Este fato tem como consequências danos ao organismo, como o surgimento de doenças e queda na qualidade de vida. Uma solução saudável é a reeducação alimentar.

 

 

 

 

 

 

 

Em muitos regimes verifica-se a regulação dos horários da alimentação. Entretanto, na reeducação alimentar preconiza-se a diretriz de alimentar-se a cada três horas, como parâmetro para se atingir a meta do emagrecimento. Esta medida objetiva aumentar o metabolismo pelo processo da digestão e absorção do alimento que acarretará o processo de emagrecimento, bem como evitar o que normalmente ocorre com o indivíduo de chegar à refeição com fome, levando-o a um estado de ansiedade propício ao consumo exagerado de alimentos.

A reeducação alimentar tem como aspecto relevante, em relação ao emagrecimento, o fato de levar em consideração parâmetros bioquímicos e aspectos da vida cotidiana do indivíduo, para determinar a quantidade necessária de alimentos que deve ser ingerida por ele.

 

 

 

 

 

 

 

Benefícios que este assunto pode proporcionar ao leitor

A reeducação alimentar apresenta como vantagem principal o emagrecimento saudável. Mas além deste, ela melhora a qualidade de vida, a saúde e o bem estar do indivíduo. Procure uma nutricionista para lhe recomendar e orientar na adoção de uma reeducação alimentar. Ela é o profissional mais indicado para isso.

Vejamos a seguir alguns dos benefícios que esse novo modo de vida pode lhe trazer, e que você provavelmente não sabia:

Diminuição da ocorrência de enxaquecas – A má digestão pode ser a causa para frequentes casos de enxaqueca. Muitas pessoas tem intolerância a certos alimentos e desconhecem que sua ingestão lhes causa o desconforto da enxaqueca. Com o novo hábito alimentar o organismo tenderá a entrar em equilíbrio e reduzir a ocorrência da dor de cabeça.

Controle do diabetes – As pessoas que possuem diabetes com a reeducação alimentar lhes é possível estabilizar e controlar a doença. A ingestão de alimentos integrais, bem como farinha de maracujá, farelo de aveia, biomassa de banana verde fará com que a pessoa melhore sua qualidade de vida e bem estar.

Reduzir a depressão – Muitas vezes a pessoa tem a mucosa intestinal irritada pela ingestão de um alimento que lhe é inadequado. Com essa ocorrência prejudica-se a absorção de nutrientes responsáveis pelo bem-estar que ocasionam a diminuição de neurotransmissores, como a serotonina que é um neurotransmissor responsável pelo controle do sono e do apetite.

Doenças relacionadas ao fígado – O consumo de álcool, gorduras e aditivos presentes em alimentos industrializados prejudicam o bom funcionamento do fígado. A reeducação alimentar ajuda a melhorar o funcionamento deste órgão tão importante na saúde do indivíduo.

A ocorrência de doenças cardiovasculares – Estudos relacionam o surgimento de problemas no coração com o alto consumo de proteínas, que encontramos nas carnes vermelhas, sal e gorduras. O novo hábito alimentar promove o rodízio de proteínas durante a semana e seu controle.

Controle da hipertensão – Devido ao cotidiano estressante, cada vez mais as pessoas diminuem o consumo diário de água. Na reeducação alimentar promove-se o aumento do consumo de água visando controlar a hipertensão. Como alternativas coadjuvantes ao controle da hipertensão podemos citar o consumo de alimentos diuréticos com chás, melão e salsinha, bem como reduzir o consumo de produtos industrializados ricos em sódio.

Robert Thomaz

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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