O que Você Não Sabe sobre o Bullying

Você já deve ter presenciado um “amigo” espalhando comentários negativos em relação a outro?

Você já deve ter observado uma pessoa recusar-se em se relacionar com outra?

Você já presenciou ou ouviu dizer que uma pessoa intimida física ou psicologicamente outra (s) pessoa (s) que deseja (m) se socializar com uma determinada pessoa?

Você já presenciou ou ouviu dizer que uma pessoa ridiculariza o modo de vestir de uma pessoa, sua etnia, religião?

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Se você respondeu que sim em pelo menos uma das perguntas acima, certamente já ficou de frente com o instituto do bullying, mas como a maioria das pessoas não sabe sobre a sua verdadeira grandeza e dimensionamento.

O que é Bullying

O termo bullying tem sua origem no inglês, no termo bully que se traduzindo seria tirano, valentão ou brigão. A definição mais precisa para o bullying seria a prática de ações e atos violentos, intencionais ou não, na forma de agressões verbais ou físicas executadas de maneira repetitiva.

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Praticar o bullying é atacar de maneira verbal ou física uma pessoa em sua principal fraqueza ou vulnerabilidade. O praticante do bullying é genuinamente um agressor, um ditador, um déspota. Um ser que consegue comprazer-se com a desgraça de uma pessoa, que encontra prazer com a infelicidade alheia.

A verdade sobre o bullying

Pode parecer falso, mas infelizmente vivemos numa sociedade que cultua o bullying. Aí você deve estar pensando: “Não, essa afirmação é uma mentira!”. Não, não é. Essa é uma realidade de nosso tempo.

O bullying é uma prática muito mais ampla do que podemos perceber ou talvez imaginar. Ele ocorre não tão somente nas escolas como se tenta evidenciar em pesquisas e relatórios científicos. Essa prática agressora ocorre explicitamente ou não nas ruas, no ambiente de trabalho e no convívio social. Em todas as idades e fases da vida.

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O bullying ocorre sem dúvida mais intensamente na infância e na juventude, entretanto, tem forte e grave ocorrência na fase adulta. A agressão sofrida e seus efeitos devastadores são mais sentidos na infância e na juventude devido ao fato de a criança e de o adolescente serem particularmente inexperientes e imaturos nessa fase de suas vidas. Eles sofrem mais por não saberem como encarar e administrar a opressão sofrida e suas diversas modalidades.

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Já na fase adulta a ocorrência do bullying depende de alguns fatores como maturidade, experiência de vida, educação do lar, casos de agressão sofridos na infância ou juventude, personalidade agressiva. O indivíduo adulto nem sempre consegue administrar esse mal quando vítima dele. Normalmente, ele costuma suportá-lo, combatê-lo ou simplesmente fugir dele.

Se no ambiente de trabalho você não percebe, mas é constantemente prejudicado por um colega que objetiva destacar-se diante de seu chefe mais do que você, isso é identificado como bullying. Se no convívio social, você empenha-se na conquista de uma garota e uma amiga dela sempre está por perto a atrapalhar ou você descobre que a “amiga” confidencia uma imagem desfavorável sua a garota que deseja conquistar, isso é bullying.

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A presença do bullying é tão severa no tecido social que a maioria das pessoas sofre deste mal e não percebe sua presença e ação danosa. É comum não temos a verdadeira consciência da grandeza daquilo que nos oprime, que nos menospreza. Para se identificar a presença de bullying em sua vida cabe a você observar três aspectos importantes:

– Se a situação ou fato lhe causa uma sensação desconfortável de humilhação, constrangimento ou sufocamento;

– Se existe um agente mentor do bullying auxiliado por outros agentes na execução da prática opressora;

– Se a prática é repetitiva.

Constatando a ação destes três aspectos em conjunto podemos afirmar que temos caraterizado o bullying. E caso você sendo adulto perceba não permita que tal ação danosa lhe prejudique a qualidade de vida. Articule-se em combater, debelar esse foco de desgraça que tenta destruir sua paz, harmonia, saúde e felicidade.

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E você me pergunta: “De que forma eu faria?”. Tente afastar-se daquele que o oprime, não declaradamente, mas de forma discreta e altiva. Não fuja, mas busque outros objetivos que não aqueles desejados pelo agente mentor do bullying. Seja refratário ao ataque, demonstre superioridade, autodomínio e autoconfiança diante das ações opressivas.

A origem do bullying

O bullying se origina normalmente pela incapacidade generalizada do ser humano de saber conviver e lidar com as imperfeições e vulnerabilidades de seu semelhante. A vítima de bullying é um sofredor, um sofredor calado, cujo coração clama por socorro e que não é visto e nem ouvido por aqueles que têm condições e dever de salvá-lo da desgraça em que está imerso.

Esta vítima pode ser o branco gordinho da sala, o negrinho magro da rua, a garota feia e de corpo nada atraente da escola e até aquele que tem opção sexual diferente dos demais. Em síntese, são todos aqueles – e não são poucos – seres humanos estigmatizados por alguma de suas imperfeições ou vulnerabilidades.

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A presença ou falta de beleza física, a demonstração de fraqueza emocional ou fraqueza física, o sucesso amoroso ou profissional, a maneira desinibida de falar ou abordar uma mulher ou homem com o qual se deseja ter um relacionamento íntimo, são alguns dos focos do praticante do bullying. Ele deseja tornar a vida satisfatória de alguém em desgraça ou simplesmente se comprazer com o sofrimento daquele menos afortunado.

O bullying na Escola

A essa grave agressão, muitas vezes não identificada por pais e professores, ocorre em diversos âmbitos na escola e fora dela. Uma das práticas mais regulares do bullying é identificada como o caso de uma criança ou jovem perseguir a outra na escola ou no ambiente de convivência da rua onde reside devido a sua falta de beleza ou fraqueza física.

Neste caso o agente mentor do bullying é normalmente personificado por aquele garoto mais forte, valentão, pelo qual sua vítima é agredida nas brincadeiras de rua ou nos intervalos escolares, ou pelo isolamento/chacota perpetrados pela(s) garota(s) mais bonita(s) na escola e suas amigas ou no baile em que se encontram.

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O bullying é um ataque malévolo contra o semelhante, que incide sobre uma de suas vulnerabilidades, despertando seu medo e insegurança. É dever de pais e professores combater o bullying, de minimizá-lo e extingui-lo nas salas de aula e convívio social.

É preciso perceber que como existem pessoas que bem conseguem administrar o sofrimento imposto pelo bullying, existem outras tantas que não consegue suportá-lo, administrá-lo de modo a diminuir seus efeitos devastadores à personalidade.

Seja mais um a combater o bullying e certamente você contribuirá não somente para sua qualidade de vida, mas também para uma sociedade melhor, mais justa e feliz.

Robert  Thomaz

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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