Solteira: Você sabe ser feliz sozinha?

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Mulheres solteiras – silenciosamente – detestam que comentem ou julguem com o olhar sua solteirice. Ficam interiormente furiosas. Por quê? Ora, aqueles que assim falam ou pensam certamente não vivenciaram o “viver sozinho”. Viver sozinho, seja você homem ou mulher, não denota tristeza, desamparo, ou exclusão social imposta.

Estar em solidão significa estar só, em isolamento, em retiro desejado, em princípio. Estar solitário significa também estar só, mas com um diferencial: A pessoa deseja e gosta de viver sozinha.

O viver sozinho tem vantagens e desvantagens, como tudo que podemos contextualizar na vida. O que ocorre na maioria das vezes é que as pessoas atualmente quando veem um indivíduo sozinho, julgam que ele está triste, que tem problemas, que não sabe se relacionar normalmente com alguém em termos de amor. Estes são pensamentos muito errados, mas que infelizmente existem e estão em voga.

A maior e mais valorizada vantagem de se estar sozinha, ou seja, sem namorado ou marido, é ter a liberdade ampla e irrestrita. Essa liberdade que acompanha a mulher desde seu lar de origem é muito benéfica, em vista que normalmente após ela deixar o lar para cursar sua graduação, essa solidão-liberdade lhe imporá o amadurecimento emocional e psicológico. Essa maturação mental lhe será extremamente benéfica no sentido de prepará-la, não tão somente para o mercado de trabalho que a aguarda num futuro não muito distante, mas também para a vida em si.

Viver sozinha para a mulher é um desafio. Ela se pergunta intimamente como fará para cozinhar, limpar a nova casa, estudar ou trabalhar, como pagará suas contas e atender às suas necessidades básicas e bens supérfluos, já que não está mais sob a égide da família onde seu pai e mãe eram o chamado “apoio logístico”, que agora está ausente.

Esse estado cria uma sensação inicial de ansiedade e insegurança, totalmente normais em qualquer ser humano. Porém, a mulher deve entender que viver sozinha não é um cárcere ou condenação, mas sim um novo momento, um momento diferente e diverso do que anteriormente vivia. Ela deverá descobrir, com calma e prudência, as vantagens e desvantagens da solidão. Deverá reconhecer que a liberdade traz benefícios e é em si um desafio pessoal. Deverá descobrir que a felicidade não termina ao deixar o lar de seus pais, mas que ela prossegue, com uma nova rotulagem e configuração. Deverá aprender a estar consigo mesma e descobrir o prazer dessa solidão, como ela é gratificante e produtiva no campo do planejamento e das reflexões.

É possível uma mulher jovem ou mais madura ser feliz sozinha? Sim, é possível ser feliz sendo solteira ou divorciada. Pode-se ser feliz desde que se esteja em harmonia consigo mesma. Embora se diga em clamor que a felicidade é um sentimento conjunto, ele realmente só existe se este sentimento por si só existir no íntimo do indivíduo.

Contudo, se julga muito erradamente que para se estar feliz é necessário ter-se uma pessoa a seu lado, porque a presença dela que lhe tornará feliz. Infelizmente, esse pensamento é equivocado e está em consonância com o pensamento que: “doente ajuda doente”. O correto e desejável é “saudável ajuda doente”. De modo algum se você não é feliz, não está feliz consigo mesma, conseguirá o ser com outra pessoa, mesmo que ela tenha felicidade em sobejo em seu coração e sua vida?

Para sermos felizes com outra pessoa é fundamental e necessário que estejamos felizes com nós mesmos e realizados, para a partir desse estado, aí sim, e desejosos para tal, compartilharmos nossa felicidade com alguém. Primeiro devemos estar felizes com nós mesmos, libertos de amarras e dores, para depois partilharmos nossa felicidade com outra pessoa, levando-lhe aquilo de bom que nos faz felizes e realizados.

A felicidade por definição é um estado, um sentimento bilateral. Necessitamos de outro ser para completar nossa felicidade e não para sermos felizes. Necessitamos de alguém que nos complete, que preencha os vazios e lacunas que nosso mundo interior carece, caso não possamos fazê-lo.

Na vida chega sempre o momento derradeiro de avaliarmos a permanência na solteirice. Caso estejamos completamente felizes sozinhos, se o nosso estilo de vida e maneira de pensar e ver a vida nos basta, então a opção de ficar solteiro (a) é poderosa e deve ser seguida. Caso contrário, devemos buscar a metade que nos falta.

No caso da mulher solteira, o estado de estar ou permanecer solteira tem uma amplitude diferente e é vista também de maneira diferente. A solteira sofre uma pressão um tanto demasiada no período que precede a tomada de decisão de ficar só ou compartilhar seu lado da cama com alguém.

Se a mulher é ou está solteira, muitas vezes é vista pelos familiares, amigos e desconhecidos como problemática, lésbica, mal-amada ou que ainda não encontrou alguém que a fizesse “provar da fruta” para que ela ficasse caidinha pelo fruto. Esse é, infelizmente, um pensamento que foge totalmente a compreensão das necessidades femininas e apresenta uma natureza rude e estúpida.

A mulher ser ou estar solteira não se constitui em problema algum, afinal tanto ela como o homem nascem sozinhos, nessa condição. Contudo, permanecer solteira é uma opção que deve ser muito bem pensada, avaliada, porque o tempo passa e na vida tudo tem seu tempo, segundo palavras de Salomão na Bíblia Sagrada.

 

 

 

 

 

 

 

Muitas mulheres decidem ficar solteiras por diversos motivos, que podem ser por razões internas ou externas, sendo que as últimas nem sempre influenciam sua decisão. Entretanto, a mulher solteira em certos momentos e períodos de sua vida tem seu estado de liberdade muito pressionado pelas pessoas que a cercam, obrigando-a a demonstrar atitude, decisão e resistência por sua opção de ser ou se manter solteira.

Há que se afirmar que muitas mulheres estão solteiras ou ficam por opção própria, porque estão muito bem consigo mesmas e não por falta de interessados em compartilhar sua felicidade e realização pessoal.

Almoçar ou jantar sozinha, ir sozinha ao cinema, estar sozinha no barzinho com os amigos, estar sozinha em festa de família, ufa! É um tal de gente ficar com cara de pena, de dó, com aquele olhar de: “eu fui como você, mas você vai conseguir alguém” ou perguntar ao pé do ouvido: “até quando você vai ficar sozinha?”.

Não é nada fácil querer estar bem sozinha e consiga mesma. Foi sua opção, você está bem sozinha, não se sente só. Mas como ser feliz sozinha?

A seguir apresento algumas dicas porque desejo que você, mulher, seja feliz, realmente feliz, visando melhorar sua opção caso você se encontre nela ou aperfeiçoá-la, se você já faz uso de seus próprios artifícios.

 

 

 

 

 

 

 

Benefícios que este assunto pode proporcionar ao leitor

– Se você for almoçar ou jantar sozinha é claro que vão ficar olhando para você com aquele olhar execrável. Tente concentrar-se em você ou em alguma coisa que a deixe alheia ao redor. Enquanto aguarda o pedido chegar, consulte o celular e apague ou mande mensagens aos amigos, leve um livro e comece a ler, faça anotações, coloque sua leitura em dia. Logo vão esquecer que você está ali. Não sou mulher, mas pode crer, funciona.

– A festa de família é a pior situação que você pode se encontrar como solteira. Vão te açoitar com perguntas, insinuar lesbianismo com olhares, que você teve uma crise de inteligência e por isso que os homens não se aproximam de você (por medo) e por aí vai.

– Simplesmente sorria e ache graça da falta de alcance e percepção das pessoas em relação ao fato de que somos donos de nossas vidas, dotados de livre-arbítrio e que o fato de estar só não significa falta de homem ou algum problema com você. Demonstre que a vida é sua e você faz dela o que quiser. Com classe.

– O mundo é feito de amigos e amigos (as) têm namoradas (os) e filhos. Aí começa de novo aquelas perguntas chatas, desagradáveis que você está cansada de ouvir.

– Se você não está sendo refratária aos seus efeitos, é bom avaliar sua decisão e postura. Parece que você não está bem convicta de sua opção e quem sabe não é uma boa hora de dar uma chance para o seu coração? Pense, avalie, mas em casa, no seu canto de meditação, não em meio a uma festa ou na balada.

– Não é proibido ser solteira. Se você está sendo assediada por um colega de trabalho sendo ele solteiro ou casado, é algo a avaliar.

– Dispense o casado porque ele nada te trará de positivo, apenas desilusão, dores de cabeça e chá de cadeira. Afinal, ele é casado e para ele você não passa de uma aventura, de uma diversão, de um brinquedo que ele usa para se divertir porque cansou de brincar com o “brinquedo de casa”.

– O solteiro merece a chance de ser tornar um amigo, alguém mais próximo, se você não o conhece bem. Esclareça que está bem sozinha e que para você não passará de amizade. Mas quem sabe, se pintar um clima, um envolvimento, é você quem decide e não ele, afinal quem está sozinho é ele e não você que está muito bem consigo mesma.

– Estando na fila do cinema, na mesa da praça de alimentação do shopping ou em outro lugar rodeada de pessoas faça uso do fone de ouvido e curta uma boa música. Dificilmente alguém se atreve a abordar uma mulher sozinha que está com fone de ouvido. Isso indica que ela está ali, mas deseja estar só e não está disponível para bate-papo, cantada ou para servir de cabide a algum cafajeste barato. Essa tática não tem erro.

– Seja feliz solteira, mas com convicção, tendo certeza e tranquilidade de sua escolha. Seja feliz solteira por opção e nunca imposição.

Robert Thomaz

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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