Traição: O que leva uma mulher bem casada trair seu marido?

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Julgo que poucas pessoas, em suas reflexões, atentaram para a maior traição já ocorrida no universo. Se você disse a traição perpetrada por Adão e Eva, acertou. Mas não foi o pecado original que eles cometeram? Em primeiro plano podemos afirmar que sim, porém, em análise mais apurada constatamos que o primeiro casal da humanidade traiu culposamente o Criador dos céus e da terra. Deus, o Pai Celestial foi traído no sentido que Adão e Eva foram desleais com Ele, traíram sua confiança, sua lealdade, mancharam a honra, a decência e foram acima de tudo desobedientes.

A traição é uma grave desobediência. É quando uma das partes de um relacionamento seja a nível amoroso, sexual ou de amizade quebra, viola regras pré-estabelecidas no limiar da relação. Os efeitos são devastadores para a parte traída e nem tanto para a traidora. Poderão ocorrer outras lesões, no entanto, a lesão de caráter emocional, psicológico, sempre estará presente.

Embora na atualidade a traição seja vista como algo não tão grave “por que todo mundo faz”, ela é um fato que caiu na banalidade, mas seus efeitos se mantêm os mesmos, imaculados, sempre muito sanguinários e dolorosos.

Contudo, neste contexto ora apresentado, salienta-se uma pergunta inquietante: O que leva uma mulher bem casada trair seu marido?

Existe o amor verdadeiro? Ele é uma utopia ou realidade? Fique tranquilo (a), sim ele existe e se configura como um amplo e complexo sentimento da natureza humana, envolto pela afetividade e todos os demais sentimentos afetivos que a integram.

O amor verdadeiro se constitui naquele sentimento no qual duas pessoas, independente de gênero, se amam profundamente, superando problemas e situações que possam dificultar ou impedir sua felicidade plena. O amor verdadeiro se caracteriza pelo fato do casal se unir nos momentos ruins, desconfortáveis, seja para um ou ambos, e celebrar todos os momentos felizes e alegres juntos.

Infelizmente, devido à promiscuidade social e sexual atualmente existente nas classes sociais, muitas pessoas deixaram de acreditar na existência do amor verdadeiro. Isso por efeito de traições, por falta de confiança, casos extraconjugais, humilhações e desprezos no relacionamento, etc.

O amor verdadeiro é constituído de romantismo – mandar flores, levar café na cama, deixar bilhetes amorosos dentro de bolsos e bolsas – e de erotismo – insinuação pertinente ao sexo, à sexualidade como nudez parcial, encenação de ato sexual implícito. São partes que lhe são essenciais e que o tornam um sentimento profundo, intenso e “incendiário”.

O amor verdadeiro também se configura como um compromisso de empenho, dedicação, atenção, cuidados diários com a outra parte do relacionamento. Ele apresenta qualidades e exigências que fazem cada parte do relacionamento feliz, em harmonia com suas preferências e vontades.

Sendo amor verdadeiro ou não, esse profundo e intenso sentimento conduz as partes ao estabelecimento de uma convivência, seja sob o mesmo teto ou em residências separadas, bem como avançar nesse contexto e chegar ao casamento monogâmico, que é um fato cerimonioso que se constitui na oficialização da união do casal perante à religião a qual pertencem, à sociedade e à justiça legal.

 

 

 

 

 

 

 

Quando se ama e se mantem um relacionamento que pode se aprofundar em viver uma união estável ou casamento monogâmico tem-se a plena convicção que a contraparte lhe é e será fiel, que se pode confiar sua vida a ela, bem como seus sentimentos.

A traição é uma morbidez (enfermidade) que pode acometer um relacionamento como efeito da ruptura da confiança, da fidelidade e da lealdade. No contexto do casamento monogâmico a traição se configura como uma doença terminal, de difícil cura, porque expõe o relacionamento a dores e sofrimentos imensuráveis segundo a personalidade e formação psíquica e intelectual de cada um.

Trair é um ato torpe, cruel, covarde, uma demonstração que a contraparte do relacionamento foi brutalmente desprezada, humilhada, mesmo quando ainda amava.

Pratica-se a traição por vários motivos semelhantes entre si, mas todos levam ao mesmo fim: dor, sofrimento e devastação para as partes do relacionamento. A traição pode ser masculina ou feminina e gera ódio, rancor, angústia e sofrimento profundo na pessoa que foi traída, podendo arremessá-la à depressão profunda e até à morte. A pessoa traída deve deliberar no sentido se consegue perdoar a traição e se deseja continuar o relacionamento apesar da ruptura da confiança e fidelidade.

Perdoar uma traição amorosa é fato emocional e psíquico relevante no sentido de propiciar a (o) traída (o) sua libertação de uma dor e sofrimento que poderão, se não superados, comprometer relacionamentos futuros e sua felicidade.

A traição, como já foi citado, pode ser praticada pelo homem ou pela mulher. Muito embora a prática deste ato infame tenha forte e intensa frequência pelo universo masculino, com a emancipação feminina e seu arrojo no mercado de trabalho em busca de realização pessoal e profissional, a mulher também passou a trair pela facilidade de ficar fora de casa e ter contato com outros homens e mulheres.

Vamos tentar definir o que seria uma mulher bem casada. Seria, em síntese, uma mulher que tem ao seu lado um homem que lhe dedica, com afinco, todas as forças no sentido de fazê-la feliz, em todos os sentidos e campos. É uma mulher que é suprida satisfatoriamente nos planos emocional, afetivo, sexual, profissional e financeiro. É uma mulher que tem suas necessidades supridas e nada lhe falta.

Podemos citar algumas razões que explicam porque uma mulher bem casada delibera trair seu marido. Seriam elas:

– Ela possivelmente deixou de amar o marido e os filhos, caso os tenha;

– Não foi capaz de solucionar problema de fundo emocional-psicológico que lhe causava constante insatisfação no relacionamento;

– O marido não foi capaz de perceber a insatisfação crescente da mulher e solucioná-la em conjunto, evitando a falência do relacionamento;

– Apesar de ser suprida satisfatoriamente em suas necessidades, a mulher sente-se insatisfeita talvez pela rotina e monotonia da relação;

– Se atuante no mercado de trabalho pode ter se deixado seduzir por pretende profissional;

– Caso tenha adicionado perdas e danos em sua história de vida pode por ocasião da menopausa – grande mudança hormonal com efeitos fisiológicos e psíquicos na mulher – ter estes danos reapresentados, ou seja, foram reativados apesar de solucionados no passado e levaram-na a mudar o comportamento e perder o controle sobre a própria vida.

Benefícios que este assunto pode proporcionar ao leitor

Amamos alguém pela descoberta e reconhecimento de qualidades que nos satisfazem, que nos tornam plenos nos planos emocional, sexual e financeiro. O amor quando verdadeiro é algo que não se pode deliberar, que não se pode controlar. Sábio ditado: “O coração tem razões que a própria razão desconhece”.

Amando-se alguém se deve assumir o compromisso de fidelidade, lealdade e confiança, aspectos fundamentais para a saúde de qualquer relacionamento, principalmente o casamento monogâmico.

A título de conhecimento, existe em algumas igrejas evangélicas uma modalidade de relacionamento que busca a edificação do amor e seu fortalecimento através da fé, da crença que Jesus Cristo e Deus podem abençoar o referido amor que se deseja surgir. Essa modalidade é conhecida como namoro de corte ou santo. Basicamente, é um relacionamento afetivo no qual regras são impostas, como apenas haver contato das mãos, ou contato das mãos e beijos na boca, sendo que nada mais, além disso, deve ocorrer, ou seja, não deve haver qualquer contato físico além do previsto. Isso visa não criar a falsa ideia da existência de um amor verdadeiro, que é em realidade uma forte atração física.

Apesar de apresentadas algumas das razões que podem levar mulheres bem casadas a trair seus maridos não se justifica a prática de ato tão indigno e infame como este. Em qualquer situação de crise conjugal, crise pessoal de ordem emocional ou psicológica, deve-se sempre buscar o diálogo, considerado sem dúvida o melhor medicamento para qualquer problema, de qualquer ordem nos relacionamentos.

Converse, procure entender, peça ajuda a alguém mais experiente, mas não deixe seu relacionamento ser engolido, devorado pela enfermidade chamada traição. O estrago é para ambas as partes da relação. O sofrimento é duplo e profundo, apesar das pessoas não acreditarem. Quando se estende aos filhos é muito maior, que também sofrem com o fim do casamento.

Robert Thomaz

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Robert

Robert Thomaz é escritor, poeta, autodidata, pesquisador, blogueiro. Dedica-se ao estudo e pesquisa de assuntos relativos à qualidade de vida, relacionamento intrapessoal, relacionamento interpessoal, saúde e bem-estar.

Website: http://sentimentoseletras.com.br

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